Ex-jogador e campeão com a Seleção Brasileira em 1994 é condenado a 3 anos e 10 meses por porte ilegal de arma em SP

Erika Osti Publicado em 24/02/2026, às 18h45
O ex-atacante Paulo Sérgio Rosa, conhecido como Viola, ídolo do Corinthians e campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, foi condenado a três anos e dez meses de prisão em regime aberto por posse ilegal de arma de fogo e munições. A Justiça de São Paulo converteu a pena em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período da sentença. O ex-jogador ainda pode recorrer da decisão.
A sentença foi proferida pelo juiz Gustavo Nardi, que também determinou o pagamento de multa equivalente a um salário mínimo vigente à época dos fatos. Caso não haja recurso ou ele seja negado, Viola deverá iniciar o cumprimento dos serviços em entidade a ser definida pelo Juízo de Execuções.
O processo teve origem em 2012, após denúncia da então companheira do ex-atleta. Na ocasião, ele foi detido em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, por desobedecer ordem judicial, além de ser flagrado com armamento considerado irregular. Segundo a investigação, a polícia encontrou no imóvel uma pistola calibre 380, um silenciador importado e cerca de 80 munições de diferentes calibres, incluindo cartuchos de espingarda calibre 12.
Em outro relato do caso, também foram apreendidos uma espingarda e um revólver. Na época da ocorrência, Viola chegou a permanecer preso por cinco dias. A defesa não foi localizada e o ex-jogador não respondeu aos contatos da imprensa.
Hoje com 57 anos, Viola construiu carreira marcante no futebol brasileiro, principalmente com a camisa do Corinthians, clube pelo qual conquistou dois Campeonatos Paulistas e uma Copa do Brasil. O atacante também integrou o elenco da seleção brasileira tetracampeã do mundo em 1994 e passou por equipes como Vasco, Palmeiras, Santos, Flamengo, Bahia e o Valencia, da Espanha.

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