Um mês depois de testemunhar em um painel do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos sobre os erros do FBI, Simone Biles se juntou às ex-ginastas

Redação Publicado em 14/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h09
Um mês depois de testemunhar em um painel do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos sobre os erros do FBI, Simone Biles se juntou às ex-ginastas McKayla Maroney, Aly Raisman e Maggie Nichols para enviar uma carta ao Congresso americano nesta semana. O grupo pede a dissolução de toda a diretoria do Comitê Olímpico e Paralímpico americano (USOPC) por causa dos crimes de abusos sexuais cometidos por Larry Nassar, ex-médico da equipe americana de ginástica artística.
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Simone Biles dá depoimento no Senado dos EUA — Foto: Graeme Jennings-Pool/Getty Images
Na carta endereçada aos senadores Richard Blumenthal e Jerry Moran, as quatro ginastas, que estão entre as mais de 200 vítimas de Nassar, afirmam que a principal prioridade do USOPC era “ocultar a culpabilidade e evitar a responsabilização”.
– A diretoria do USOPC não tomou nenhuma ação investigativa depois de saber que Nassar era um agressor. Fazemos esse pedido após anos de paciência, deliberação e compromisso não correspondido para aprender com nosso sofrimento e tornar o esporte seguro para as gerações futuras. Acreditamos que as ações anteriores da diretoria demonstram uma relutância em confrontar os problemas epidêmicos com abusos que atletas como nós enfrentamos e uma recusa contínua em buscar uma reforma verdadeira e necessária do quebrado sistema olímpico – afirma a carta.

Aly Raisman, Simone Biles, McKayla Maroney e Maggie Nichols no Congresso americano — Foto: Saul Loeb – Pool/Getty Images
Desde agosto de 2020, o Congresso dos Estados Unidos tem o direito de dissolver a diretoria do USOPC caso encontre evidências de que a organização não está cumprindo seu propósito.
– Acreditamos que é hora de o Congresso exercer sua autoridade sobre a organização que criou, substituindo toda a diretoria do USOPC por uma liderança disposta e capaz de fazer o que deveria ter sido feito há muito tempo: investigar com responsabilidade o problema sistêmico de abuso sexual dentro das organizações olímpicas, incluindo o USOPC, e todos os esforços para escondê-lo – afirmou a carta.
Em comunicado enviado à agência de notícia “Reuters”, o USOPC defendeu a forma como está lidando com o caso de Larry Nassar, alegando que implementou as reformas de governança mais abrangentes das duas últimas décadas.
– A carta endereçada ao Congresso ressalta sua preocupação. Reconhecemos a coragem das atletas sobreviventes que continuam a apresentar essas questões. A carta faz referência a questões que o USOPC tem abordado por mais de dois anos e o trabalho que continuamos a fazer todos os dias – afirmou o comunicado do USOPC.
Em fevereiro de 2018, Larry Nassar foi condenado a até 360 anos de prisão por ter molestado 265 mulheres. As vítimas ainda buscam reparação da USA Gymnastics (Federação Americana de Ginástica) e do Comitê Olímpico Americano
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Globo Esporte

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