O técnico Rogério Ceni e o auxiliar Charles Hembert acionaram o Cruzeiro na Justiça do Trabalho. Por correr em segredo de Justiça, o teor das ações não foi

Redação Publicado em 22/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h56
O técnico Rogério Ceni e o auxiliar Charles Hembert acionaram o Cruzeiro na Justiça do Trabalho. Por correr em segredo de Justiça, o teor das ações não foi aberto para consulta.
Rogério Ceni tem audiência para tentativa de conciliação marcada na 15ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, às 15h, do dia 30 de setembro. Já para Charles Hembert, a audiência será no dia 14 de outubro, às 9h20, na 19ª Vara.

Rogério Ceni foi técnico do Cruzeiro em 2019 — Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro
Não há informações no agendamento com detalhes dos processos, valores ou se as partes vão homologar algum acordo. Existe apenas a confirmação de que as ações estão ativas e que as datas das audiências foram marcadas.
Esses dois processos mais recentes somam aos mais de 200 em curso que envolvem o Cruzeiro. O ge procurou Rogério Ceni e a assessoria do clube para comentar o assunto, mas nenhum deles respondeu o contato. A reportagem será atualizada assim que o fizerem.

Rogério Ceni e Charles Hembert na passagem da dupla pelo Flamengo — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
A passagem de Rogério Ceni pelo Cruzeiro em 2019 foi curta e recheada de polêmicas. O treinador ficou menos de dois meses no cargo, na temporada em que o time mineiro foi rebaixado. Foram oito jogos e apenas duas vitórias.
Em 2020, após mais de um ano fora do clube, o ex-goleiro chegou a afirmar que não havia recebido “nenhum centavo dos dias trabalhados no Cruzeiro”. Depois da declaração, a atual diretoria do clube entrou em contato com o treinador para tentar negociar os débitos. Na ocasião, Rogério Ceni chegou a dizer que nunca havia entrado na Justiça contra ninguém.
“Nunca entrei na Justiça contra ninguém, não gosto disso, mas isso é muito triste, não receber uma ligação sequer. Absolutamente nada.”
A vida de Rogério Ceni no Cruzeiro não foi fácil. Ele assumiu o clube em meados de agosto de 2019 para substituir Mano Menezes. A estreia foi diante do Santos, na 15ª rodada do Brasileirão, e começou bem, vencendo o então líder do campeonato.
Ceni também esteve à frente da equipe no segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil, diante do Internacional. O Cruzeiro havia sido derrotado por 1 a 0, na primeira partida, ainda com Mano Menezes, e no jogo da volta, o primeiro revés de Ceni com a Raposa – 3 a 0. Foi depois dessa partida que o clima começou a “azedar”.
Depois da eliminação na Copa do Brasil, o meia Thiago Neves deu declarações polêmicas em relação à escalação. Disse que o treinador fez “muitas mudanças para uma decisão”.

Thiago Neves e Rogério Ceni conversam durante treino do Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro
Rogério Ceni chegou a rebater o meia, dizendo que ele não ficou satisfeito em ver um amigo no banco. No caso, Edilson. A respeito disso, o diretor de futebol, Marcelo Djian, afirmou que Thiago Neves se exaltou, e que uma reunião entre o elenco teria acontecido.
A demissão aconteceu depois do empate com o Ceará, no Castelão, pelo Brasileirão. Houve um desentendimento por conta da insatisfação de alguns jogadores com a ausência do meia Thiago Neves na partida. Ele ficou no banco de reservas durante os 90 minutos.
Esse episódio foi o estopim para a saída do treinador da Toca. Os auxiliares Nelson Simões e Charles Hebert, e o preparador físico Danilo Augusto também deixaram o Cruzeiro na época do ocorrido.
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Globo Esporte
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