O dia a dia do Palmeiras tende a ser, cada vez menos, conhecido por seu torcedor. Por determinação da diretoria, em consenso com a atual comissão técnica de

Redação Publicado em 28/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h47
O dia a dia do Palmeiras tende a ser, cada vez menos, conhecido por seu torcedor. Por determinação da diretoria, em consenso com a atual comissão técnica de Luiz Felipe Scolari, as atividades da equipe na Academia de Futebol têm sido restritas o máximo possível à imprensa.
Desde a semana passada, os jornalistas podem acompanhar somente cerca de dez minutos do trabalho de aquecimento dos atletas. Em seguida, todos precisam deixar o centro de treinamento.
Essa passou a ser a norma mesmo nos dias de reapresentação do elenco, quando geralmente vão a campo somente os atletas que não foram titulares na véspera. Foi assim novamente na última segunda-feira, dia seguinte ao empate com o Internacional, em Porto Alegre.

Último treino todo aberto à imprensa foi há uma semana (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
O último trabalho integralmente aberto foi o de 20 de agosto. Na ocasião, o destaque foi um dos cinco garotos do time sub-20 que completavam o treino do profissional. Depois de dribles e bons cruzamentos, Lucas Minele, lateral de 19 anos, recebeu entradas fortes de Borja e foi repreendido por Felipe Melo. Internamente, questionou-se por que aqueles episódios foram noticiados.
As restrições vinham aumentando após a chegada de Felipão, mas parte delas já existia. Mesmo na época em que o treinador era Roger Machado, em algumas atividades a imprensa precisava deixar o local minutos depois que os jogadores entravam em campo.
Também já estava limitado o número de entrevistas coletivas – uma a cada dois dias –, sob a premissa de que isso abriria espaço para eventuais entrevistas exclusivas.
Neste caso, o que mudou é que também não há mais uma data marcada para entrevista do treinador, que era sexta-feira anteriormente. Agora, Felipão só fala depois das partidas. Consequentemente, não confirma as escalações com antecedência.

Cícero Souza, gerente de futebol, ao lado de Alexandre Mattos (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
O pensamento de pouca exposição na mídia (ou de ceder o mínimo possível de informações) não é novo no clube. Partiu desta diretoria de futebol, há mais de um ano, a decisão de não divulgar mais quais jogadores estão relacionados para cada partida. O argumento é de que alguém pode ser cortado de última hora.
A chegada de Felipão, que tradicionalmente nem sempre vê a imprensa com bons olhos, apenas facilitou que a restrição fosse aumentada. É fato, portanto, que será menor a cobertura dos treinos do Palmeiras, time que vive boa fase e está há nove jogos sem sofrer gol.

Programação de cobertura da imprensa no site do clube (Foto: Reprodução/Site do Palmeiras)
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