O jogador e a família são acusados de uma série de crimes fiscais na Espanha

Nathalia Jesus Publicado em 17/10/2022, às 10h09
Longe dos gramados, Neymar Jr., um dos principais nomes da seleção brasileira, iniciou nesta semana uma nova rotina, mas dessa vez nos tribunais.
Sentado no banco dos réus, Neymar travou uma disputa na Justiça a respeito de sua transferência do Santos (SP) para o Barcelona (ESP) em 2013.
Contudo, o dia a dia no tribunal não pode ser conciliado com a vida de atleta do jogador. Logo no primeiro dia de julgamento os advogados do atacante do Paris Saint-Germain alegaram que Neymar estava cansado e não poderia ficar até o final da sessão.
O companheiro de Messi e Mbappé teve uma partida contra o Olypique de Marseille que terminou às 23h (horário local), além de ter sido submetido ao processo de controle antidoping depois do jogo, fator que o fez dormir muito tarde e descansar pouco para a audiência.
"O Sr. Da Santos Silva Jr. estava marcando um gol e eu já estava na cama", disse o juiz José Manuel del Amo ao atender o pedido dos advogados do atacante.
Neymar chegou no tribunal acompanhado de seus pais, que também são réus no processo ao lado dos ex-presidentes do Barcelona Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, bem como o ex-presidente do Santos FC Odílio Rodrigues Filho.
Segundo o cronograma oficial do julgamento, o depoimento de Neymar está previsto para sexta-feira (21 de outubro) ou para a próxima sexta-feira (28), mas não especifica se o atacante precisará estar presente para realizar o feito.
"Sei que estamos no meio do Campeonato Francês e no meio da Liga dos Campeões, olhei o calendário e sei que, quando houver jogos, tentaremos encontrar a melhor e mais viável solução", comentou o juiz José Manuel del Amo.
A um mês de capitanear a Seleção no Catar, Neymar é acusado pelo Ministério Público de corrupção empresarial e pode pegar dois anos de prisão e ainda pagar uma multa de 10 milhões de euros.
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