As viagens de ônibus do pequeno Claudinho entre o bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste de Teresina, até o campus da Universidade Estadual do Piauí, no

Redação Publicado em 13/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h20
As viagens de ônibus do pequeno Claudinho entre o bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste de Teresina, até o campus da Universidade Estadual do Piauí, no bairro Pirajá, foram recompensadas com o que, anos depois, viria a torná-lo uma lenda. Lapidado naquela antiga pista de atletismo de terra e brita na Uespi, o Claudinho se tornou Cláudio Roberto Sousa, medalhista de prata com o badalado revezamento 4×100 do Brasil nas Olimpíadas de Sidney, em 2000.
Mais de duas décadas depois, consagrado, ele retornou ao que considera o berço da modalidade na sua terra natal. O ex-velocista confessou ter realizado um antigo sonho: viu aquela velha pista sob poeira ganhar padrão internacional com um piso emborrachado novinho. Veja acima.
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Cláudio Roberto Sousa — Foto: Gustavo Cavalcante
– A gente fica feliz demais. O berço do atletismo piauiense é aqui, onde tudo começou. Grandes atletas que ainda têm aqui ainda era brita. Eu treinei aqui, fui campeão brasileiro duas vezes nas categorias de base e tenho orgulho de ter treinado mesmo na brita. Eu sempre falava que, em vida, queria ver essa pista sintética. E aconteceu. Estou aqui pisando nela e tendo essa honra de trazer meus atletas para poder passar para eles tudo o que eu aprendi na minha carreira no atletismo – disse o medalhista olímpico.
Cláudio Roberto Sousa começou no esporte na Uespi e precisou deixar o Piauí para brilhar nas pistas mundo afora. Ele foi reserva naquela geração de prata na Olimpíada e ganhou apoio de atletas do Brasil inteiro para receber sua medalha. O Comitê Olímpico Internacional reconheceu o erro 20 anos depois da conquista na Austrália.
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Claudinei Quirino, André Domingos, Cláudio Roberto (ao centro), Vicente Lenilson e Edson Luciano Ribeiro com as pratas olímpicas — Foto: Wagner Carmo/CBAt
Hoje como treinador, Cláudio viu sua antiga “casa” passar por obras nos últimos cinco anos e, há mais de 12 meses, aguardava inauguração em meio à pandemia. Além de servir aos estudantes e pesquisadores da Uespi, a pista servirá para abrir portas para novos candidatos a medalhistas olímpicos.
– O Piauí é um celeiro de atletas e tenho certeza que está acontecendo de alguns atletas surgirem para o Brasil. Aqui não vai ser diferente. Lógico que aqui é um excelente lugar, próximo de vários bairros, excelente acesso. Tenho certeza que a comunidade vai abraçar – completou Cláudio Roberto.
Orçada em R$ 8,5 milhões, a reforma da nova estrutura foi realizada em duas etapas: construção de infraestrutura e implantação dos acessórios. Com oito raias, o piso de 400m é o quinto do país a receber tal certificação.

Antiga pista da Uespi — Foto: Emanuele Madeira/GLOBOESPORTE.COM

Nova pista da Uespi — Foto: Roberta Aline/CCOM
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Fontes: G1 – Globo.
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