Em menos de dois meses, Gustavo Scarpa fez dois gols de falta no Palmeiras e vai se colocando como um especialista no fundamento. Até o camisa 14 marcar

Redação Publicado em 10/04/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h29
Em menos de dois meses, Gustavo Scarpa fez dois gols de falta no Palmeiras e vai se colocando como um especialista no fundamento. Até o camisa 14 marcar contra o Fortaleza, em fevereiro, o clube não balançava as redes adversárias desta forma desde maio de 2019. Contra o Defensa y Justicia (ARG), o meia fez outro, o da vitória por 2 a 1.
– Sempre achei muito legal ver gols de falta, desde que me conheço por gente gostava de faltas e comecei a treinar, marquei alguns gols na base e outros no profissional. É repetição, aperfeiçoar, isto que preciso fazer – disse o jogador, em entrevista ao ge.
– Eu acredito que a cada ano que passa muitos continuam treinando, mas devido a muita dedicação em questão tática, parte fisiológica, restrição de repetições em treinos acaba influenciando um pouco. Mas não é desculpa, o Brasil tem jogadores de excelente qualidade técnica, só que os goleiros estão em bem também, todos evoluindo e está ficando difícil. Tem barreira com cara embaixo, do lado, pulando – acrescentou.
Scarpa tem na finalização um de seus pontos fortes, tanto que é o quarto jogador do elenco com mais gols: 24. Apenas Willian (56), Luiz Adriano (27) e Raphael Veiga (25) estão à frente do meia, que deseja subir este número com mais faltas. Ele espera ter novas chances neste domingo, quando o Palmeiras enfrenta o Flamengo, às 11h, no estádio Mané Garrincha, pela Supercopa.
– A última temporada bati faltas legais, contra o Libertad, contra o Bolívar, contra o São Paulo, mas realmente a questão física acaba influenciando, não podemos repetir inúmeras vezes. Mas repito: não é desculpa alguma, dá para melhorar. Eu não estou feliz de dizer que tenho dois gols de falta em dois anos. Acho um número bem baixo, mas é procurar aprimorar e quem sabe tentar fazer mais – pontuou.

Gustavo Scarpa comemora gol da vitória do Palmeiras sobre o Defensa y Justicia, pela Recopa — Foto: REUTERS/Marcelo Endelli
A chegada de Abel Ferreira ao Palmeiras serviu como ponto de recuperação do jogador, que com o português chegou a atuar como lateral-esquerdo e ponta também pela esquerda. Ao fim da temporada passada, o técnico conversou com Gustavo Scarpa e avisou que lhe daria oportunidades na sua função origem, como meia armador. Raphael Veiga é seu principal concorrente.
– Estou feliz para caramba com esta possibilidade, como o Abel falou comigo no fim da temporada passada. É uma chance real, de no Palmeiras brigar pela minha posição de origem. Acho que nunca joguei dois jogos seguidos na minha posição de origem, claro que de forma alguma é uma desculpa, porque sempre tive a facilidade de me adaptar e sempre me coloquei à disposição dos treinadores. Fazendo isso, não tenho do que reclamar. Mas é uma alegria brigar na minha posição de origem – celebrou.
Depois de terminar a temporada passada com os títulos da Copa do Brasil, Libertadores e Paulista, o Verdão está em busca de mais duas taças ainda nesta semana: quarta o time joga por um empate na Recopa Sul-Americana e neste domingo duela com o Flamengo.

Palmeiras vence Defensa Y Justicia e sai na frente pelo título da Recopa
Diante dos argentinos, o Palmeiras teve seu desempenho questionado, e Scarpa sabe que a equipe precisa apresentar evolução. Ainda assim, considera exageradas as críticas depois de tantas taças levantadas nos últimos meses.
– Eu confesso que a cada ano que passa eu vejo menos reportagens e opiniões de terceiros. Acabamos sendo influenciados e nos desanimando um pouco. A gente ganha, mas não está agradando. Está ganhando Libertadores, Copa do Brasil, Paulista e não está agradando. Procuro nem me ligar nestas opiniões e o mais legal nisso é a consciência do grupo como um todo. Já no vestiário sabíamos que não jogamos bem, mas era um jogo de início de temporada e para nós já veio uma decisão, de um torneio que o Palmeiras nunca conquistou. Temos de melhorar, mas também não adianta ficar se cobrando além da conta, porque a gente sabe o mérito do adversário e a dificuldade que foi a temporada passada, tão atípica, com jogo atrás de jogo – analisou.
– Estamos cientes das dificuldades, (o Flamengo) é uma grande equipe, com rivalidade, um time entrosado há mais de um ano. Temos de vencer de qualquer forma, temos de estar no nosso melhor dia, e esperamos mesmo conquistar este título e seguir marcando nossos nomes na história do clube – concluiu.
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Fonte: GE – Globo Esporte
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