Dono de dois títulos da Fórmula 1, Fernando Alonso viveu momentos complicados na categoria: a tensa briga interna com Lewis Hamilton na McLaren em 2007, a

Redação Publicado em 06/01/2022, às 00h00 - Atualizado às 10h33
Dono de dois títulos da Fórmula 1, Fernando Alonso viveu momentos complicados na categoria: a tensa briga interna com Lewis Hamilton na McLaren em 2007, a conturbada segunda passagem pela Renault em 2008 e 2009, o declínio da Ferrari em 2014 e a má fase em seu retorno à McLaren em 2015. No entanto, o espanhol negou que as fases ruins tenham abalado seu espírito.
– Acho que 2007, lutando com Hamilton em uma equipe britânica e em um ambiente britânico, passou uma mensagem errada sobre mim. Desde 2007 todos estão surpresos com o quão bem eu me sinto e o quão feliz estou. Não mudei muito. Estou feliz hoje, mas não acho que não fui feliz nas temporadas anteriores – comentou.
Em 2007, o então atual bicampeão Alonso foi desafiado pela chegada do estreante Hamilton, que de cara, conquistou cinco pódios consecutivos até sua primeira vitória, no GP do Canadá. O britânico ainda conquistaria outros três triunfos, terminando o ano com quatro – mesmo número que o colega na McLaren.
A dupla, porém, viveu momentos conturbados dentro do time britânico, marcados por manobras questionáveis e polêmicas, como na classificação do GP da Hungria, na qual Alonso atrasou Hamilton no Q3 e foi punido. No fim, a dupla terminou o ano na segunda e terceira colocações, empatados em 109 pontos enquanto Kimi Raikkonen, da Ferrari, levou o título.
A temporada 2021 marcou o retorno do espanhol à categoria após sua ausência de quase três anos; em 2018, ele se despediu da F1 e aventurou-se por outras provas no automobilismo mundial, como as 24 Horas de Daytona, as 24 Horas de Le Mans, o Rally Dakar e as 500 Milhas de Indianápolis.

Fernando Alonso e Lewis Hamilton após a polêmica classificação do GP da Hungria de 2007 — Foto: David Davies/PA Images via Getty Images
Destas, Alonso foi campeão duas vezes em Le Mans e em Daytona. Em julho de 2020, o espanhol anunciou seu retorno para a Fórmula 1 na temporada seguinte e, ao lado de Esteban Ocon, colocou a Alpine entre as cinco primeiras equipes no campeonato de construtores, na quinta colocação.
– Quando entrei para a Ferrari, recebi as mesmas perguntas. “Por que você está tão feliz agora? É por estar em uma equipe italiana e se encaixar melhor por ser espanhol?”. Depois, voltei para a McLaren em 2015 e era a mesma coisa: “Na Ferrari, você se sentiu frustrado e agora, mesmo sem brigar pelo título e apesar do mal desempenho da Honda, por que essa mudança?”. E aí, quando eu passei pelo Endurance, o Rally Dakar e a Indy 500: “Por que você está tão mais relaxado agora?” – continuou.
O time francês, antes denominado Renault – pela qual Alonso conquistou seus dois títulos mundiais em 2005 e 2006 – fechou 2021 com um pódio do espanhol no GP da Arábia Saudita e um triunfo, de Ocon, na Hungria. Ficou atrás da McLaren na tabela, mas à frente da AlphaTauri.
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Fernando Alonso acelera o McLaren Indy em treino no Texas, em 2019 — Foto: Reprodução/Twitter
Apesar de negar que perdeu o gosto por competir nos momentos de baixa na F1, Alonso admitiu que seus últimos momentos na categoria antes de sua aposentadoria o consumiram – mesmo que o sentimento não tenha anulado sua diversão pela McLaren entre 2015 e 2018.
– Me senti cansado. Foi por isso que deixei a Fórmula 1, porque tinha outras coisas na cabeça. Mas eu ainda estava gostando, e tive uma temporada fantástica em 2018. Ao lado de Zak (Brown, diretor-executivo da McLaren), planejamos a Indy 500 em 2017, e tivemos uma relação fantástica com Stoffel (Vandoorne) em 2018. Nós nos divertimos, embora eu estivesse me aposentando. Sou uma pessoa feliz, mesmo que essa mensagem não chegue a todos – concluiu.
Alonso, hoje com 40 anos, estendeu no ano passado seu contrato com a Alpine por mais uma temporada e já demonstrou intenção de permanecer no time, se o desempenho da equipe for competitivo sob o novo regulamento técnico da F1.
O campeonato 2022 começa em 20 de março com o GP do Bahrein.
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GE
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