Atacante do Atlético-MG recebeu suspensão por misoginia e deve cumprir a pena de forma imediata; presidente do Palmeiras compareceu ao julgamento e criticou ausência do jogador

Lívia Gennari Publicado em 18/07/2025, às 16h21
O atacante Dudu, atual camisa 92 do Atlético-MG, foi suspenso por seis partidas e multado em R$ 90 mil por decisão da 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento realizado nesta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. A punição foi motivada por declarações ofensivas contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
A decisão foi unânime entre os auditores e se baseou no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceitos de origem, sexo, raça, idade, entre outros. O tribunal entendeu que o jogador praticou misoginia ao se referir à dirigente do clube paulista nas redes sociais. A suspensão passa a valer de forma imediata, mas ainda cabe recurso.
O episódio teve início após o término do Brasileirão de 2024, quando o contrato de Dudu com o Palmeiras foi rescindido. Na época, Leila Pereira declarou que o jogador havia deixado o clube “pela porta dos fundos”. Em resposta, o atacante publicou mensagens nas redes sociais, incluindo expressões como “me esquece” e “VTNC”, o que motivou a presidente a entrar com uma ação judicial contra Dudu.
Leila compareceu pessoalmente ao julgamento, classificou as ofensas como “absurdas" e criticou a ausência de Dudu, que enviou um vídeo em sua defesa.
“Deveria estar aqui. Vem encarar uma mulher. Eles são covardes, gostam de agredir no privado, na rede social, onde estão protegidos pela distância. Na hora de olhar no olho, não aparecem”, afirmou a presidente do Palmeiras.
A disputa entre as partes também avançou para a esfera criminal. Na semana passada, o atacante do Atlético-MG apresentou uma queixa-crime contra a presidente do Palmeiras, em reação às declarações feitas por ela nos últimos meses. O caso tramita na 13ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo.
Além disso, o jogador acusa a dirigente de assédio moral e psicológico durante o período que antecedeu sua saída do clube, alegando ter enfrentado a situação em silêncio.
Ambos processos seguem em andamento, com possibilidade de recursos e desdobramentos tanto na esfera esportiva quanto na judicial.
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