Motivo de polêmicas desde que foi criada, há dois anos, a categoria sub-23 do Corinthians começa a passar por mudanças com o presidente Duílio Monteiro Alves.

Redação Publicado em 06/01/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h15
Motivo de polêmicas desde que foi criada, há dois anos, a categoria sub-23 do Corinthians começa a passar por mudanças com o presidente Duílio Monteiro Alves. A ideia é dar mais importância à equipe, fazer com que ela ajude a abastecer o elenco profissional e seja reconhecida por torcedores e jovens jogadores como algo importante para o Timão.
Antes independente, sem estar vinculado ao restante da base do clube, o sub-23 agora foi anexado ao departamento de formação de atletas.
Até então, o diretor da base do Corinthians, Carlos Nujud, não tinha influência sobre a categoria, que era comandada por Jacinto Antônio Ribeiro, o Jaça, conselheiro vitalício e padrinho do ex-presidente Andrés Sanchez no Timão.
O cargo de Jaça será extinto, mas isso não representa um enfraquecimento dele – pelo contrário. Embora não vá ocupar nenhum posto oficial, o conselheiro terá influência em todo o departamento e não mais só no sub-23. Foi de Jaça a indicação de Nadir de Campos Júnior para ser o diretor da base alvinegra. Ele também sugeriu outros nomes de seu grupo político para trabalharem nas categorias inferiores.
Há mais de três décadas, Jaça é figura importante no futebol amador do Corinthians. Em 2018, ele foi nomeado diretor-adjunto da base, mas entrou em conflito com Carlos Nujud por se sentir isolado das principais decisões. A criação da categoria sub-23 foi também uma forma de Andrés resolver a divergência na época.
Na primeira semana de mandato de Duílio já houve conversas com o técnico Vagner Mancini e o auxiliar dele, Anderson Batatais, com o objetivo de aproveitar melhor o sub-23 e aproximá-lo do profissional. Também existiu um contato inicial com Edson Leivinha, treinador da categoria.
Nas próximas semanas, um representante do Timão irá se reunir com Walter Feldman, secretário geral da CBF, com o objetivo de estimular a criação do sub-23 por outros clubes. O Corinthians também estuda trabalhar junto à Federação Paulista de Futebol para que seja lançado um campeonato estadual da categoria.
Contudo, é possível que o sub-23 alvinegro leve um tempo até engrenar, já que não há competições a serem disputadas neste início de ano e a pandemia do coronavírus impede a realização de excursões.
– O único problema que vejo para o sub-23 é o calendário do primeiro semestre, fora isso, é uma categoria extremamente importante, que também não podemos esquecer que foi um primeiro ano de trabalho. Acreditamos que o trabalho precisa ter longevidade para ter sucesso […] Um belo de um destaque pelo potencial não necessariamente precisa passar pelo sub-23. O sub-23 para alguns atletas pode ser um processo final para um dia pisar no futebol profissional. O torcedor pode acreditar que trabalharemos bastante para que as coisas sejam claras e transparentes – afirmou Alessandro Nunes, novo gerente de futebol do Timão, em entrevista coletiva na última terça-feira.
Neste início de ano, alguns jogadores que ultrapassem a idade limite da equipe sub-20 podem ser emprestados para outros clubes, como foram os casos de Matheus Alexandre e Thiaguinho, cedidos à Inter de Limeira. Porém, o Corinthians promete trabalhar para que, no futuro, isso não ocorra mais e que os jovens subam do time júnior para o sub-23.
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GE – Globo Esporte.
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