Se a estreia de Felipão na Taça Libertadores de 2018 foi um indício do que o time terá pela frente a partir de agora, o torcedor do Palmeiras vai ter motivos

Redação Publicado em 10/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h44
Se a estreia de Felipão na Taça Libertadores de 2018 foi um indício do que o time terá pela frente a partir de agora, o torcedor do Palmeiras vai ter motivos para sonhar com uma trajetória mais longa na competição. A boa vitória sobre o Cerro Porteño, na última quinta-feira, no Paraguai, mostrou um Verdão seguro e bem ao estilo da competição sul-americana.
É verdade que a primeira etapa da partida disputada em Assunção, foi bem fraca. Mas, por se tratar de um jogo fora de casa e de mata-mata de Libertadores, o panorama não foi negativo para os palmeirenses, que souberam controlar o jogo sem sofrer pressão.
Depois de dois jogos sem levar gols, o Verdão de Felipão deu uma prova de sua força defensiva. Com boas atuações de Felipe Melo e de Antônio Carlos, os palmeirenses mantiveram o Cerro longe da área defendida por Weverton até mesmo quando os donos da casa tiveram mais posse de bola.

Felipão na partida contra o Cerro (Foto: Fernando Riveros / Estadão Conteúdo)
E foi nas tentativas de investidas que se mostrou o espírito copeiro da equipe, com bom desempenho nos desarmes, marcação eficiente da linha de quatro jogadores do meio de campo (Hyoran, Moisés, Bruno Henrique e Dudu) e ótima cobertura dos pontas. Até o necessário chutão para qualquer lado foi dado em uma ou outra situação.
Na ausência de Keno, o time alviverde ainda peca na velocidade e deve melhorar a produção. Dudu, por exemplo, precisa voltar a ser mais participativo nas ações ofensivas. O toque de qualidade do meio de campo foi um problema na primeira etapa, quando a equipe teve um Moisés disperso entre diversas tentativas de ligação direta.
Mas tudo mudou na segunda etapa, depois de Borja mostrar oportunismo após cruzamento em uma cobrança de falta e abrir o placar. Com um Cerro Porteño mais vulnerável, o Verdão matou o jogo justamente nos pontos que faltaram antes do intervalo: velocidade e passe.
Depois de Diogo Barbosa arrancar pela esquerda, Moisés deu lindo passe para Borja marcar o segundo gol palmeirense e deixar a equipe em ótima situação na disputa por uma vaga nas quartas de final da Libertadores.
Aos poucos, a expectativa que existia sobre os motivos que fizeram o Palmeiras apostar em Felipão vai virando realidade. Se antes faltava espírito de decisão e até identidade ao time, o novo treinador vem montando uma equipe que pode, sim, sonhar mais alto, principalmente nos mata-matas da Copa do Brasil e da Libertadores.
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