O resultado foi ruim – embora pudesse ter sido ainda pior se não fosse Cássio –, mas o mais preocupante para o Corinthians na derrota por 1 a 0 para o

Redação Publicado em 09/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h33
O resultado foi ruim – embora pudesse ter sido ainda pior se não fosse Cássio –, mas o mais preocupante para o Corinthians na derrota por 1 a 0 para o Colo-Colo foi o desempenho. Vários sinais de alerta foram acesos no duelo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, na última quarta-feira, no Chile.
É verdade que alguns dos problemas já eram conhecidos e só foram evidenciados no tropeço em Santiago. Caso, por exemplo, da falta de opções no elenco. A equipe terminou o jogo com o zagueiro Léo Santos improvisado como volante, e a zaga formada por Pedro Henrique, estreante em Libertadores, e Carlos Augusto, que fez o seu segundo jogo oficial como profissional.
Mas há questões que pareciam superadas e voltaram a atormentar o Timão. O desequilíbrio emocional em um mata-mata sul-americano foi um deles.

Artilheiro do Corinthians na temporada, Romero teve atuação apagada contra o Colo-Colo (Foto: Elvis González/EFE)
Bem antes da expulsão de Gabriel, o Corinthians já mostrava nervosismo e parecia cair na pilha dos chilenos. Danilo Avelar deixou o pé após uma dividida, Douglas trocou empurrões com um adversário, Clayson bateu boca….
Não é preciso voltar nas últimas eliminações na Libertadores, contra Guaraní, do Paraguai, e Nacional, do Uruguai, para tirar lições. Boa parte dos jogadores deste elenco estava na derrota para o Racing, da Argentina, na Sul-Americana do ano passado, quando Rodriguinho e Jô foram expulsos. Quantas cartões vermelhos mais serão necessários para aprender a lição?
Faltou tranquilidade, mas também futebol. Basta assistir aos melhores momentos, quase todos de lances de ataque do Colo-Colo, para perceber.
O início corintiano não foi ruim. O time conseguiu ter mais posse de bola e esfriar o Estádio Monumental David Arellano. Até os 20 primeiros minutos, o Timão controlou o jogo, mas produziu pouco. Ou quase nada. Tanto é que o primeiro chute a gol da equipe foi aos 33 minutos do segundo tempo. Sim, o goleiro Orión só foi trabalhar com 78 minutos de partida.
Com pouco apoio dos laterais e atuações apagadas de seus homens de frente, o Corinthians teve dificuldades para trocar passes e se aproximar da área chilena. E não havia outra válvula de escape. O esquema sem centroavante, que se mostrou eficiente em outras oportunidades, não funcionou, e o Timão sentiu falta de alguém para reter a bola no campo de ataque.
A defesa, que vinha em evolução, teve noite para ser esquecida e foi salva por Cássio.
O gol do Colo-Colo é um show de erros e serve como exemplo. Douglas foi desarmado no ataque e depois ficou perdido na área; Danilo Avelar teve a oportunidade de matar a jogada com falta, mas deixou o adversário passar; Gabriel não acompanhou a jogada até o fim; e Pedro Henrique foi presa fácil para a “parede” do atacante chileno. Há que se ponderar que o lance foi um contra-ataque, mas o “funil” da área não pode ficar exposto daquela forma.
Os sinais preocupantes foram muitos. Individuais, coletivos, técnicos, táticos, emocionais… Por tudo isso, o torcedor corintiano pode até ter ido dormir com a sensação de que o resultado não foi ruim, embora um gol chileno em Itaquera force o Timão a fazer pelo menos três para passar de fase.
Osmar Loss terá muito trabalho até o jogo da volta, daqui a 20 dias.
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