Flamengo e Palmeiras conquistaram, nesta semana, as vagas para a final da Libertadores, marcada para o dia 27 de novembro. O torneio continental chega à

Redação Publicado em 30/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h55
Flamengo e Palmeiras conquistaram, nesta semana, as vagas para a final da Libertadores, marcada para o dia 27 de novembro. O torneio continental chega à segunda final consecutiva entre clubes brasileiros e desperta atenção para a superioridade do futebol nacional sobre os vizinhos sul-americanos.
Desde 2017, quando sofreu alterações em seu formato, a Libertadores passou a ter também o período de maior domínio da dupla Brasil e Argentina na era mais recente da competição.

Clubes brasileiros e argentinos dominam mata-mata da Libertadores desde 2017 — Foto: Infoesporte/ge.globo
Alvo de debates entre torcedores e imprensa, esta prevalência fica evidente nos números. A tabela abaixo traz o percentual de vagas ocupadas por Brasil e Argentina em cada fase do mata-mata da Libertadores nos últimos períodos de cinco anos. Índices que antes seguiam próximos sobem no último ciclo.
OCUPAÇÃO DE VAGAS POR CLUBES BRASILEIROS E ARGENTINOS NA LIBERTADORES
| OITAVAS | QUARTAS | SEMIS | FINAL | |
| 2002-2006 | 42,50% | 57,50% | 60,00% | 80,00% |
| 2007-2011 | 48,75% | 50,00% | 60,00% | 70,00% |
| 2012-2016 | 52,50% | 55,00% | 50,00% | 50,00% |
| 2017-2021 | 66,25% | 62,50% | 90,00% | 100,00% |
O avanço de Brasil e Argentina coincide com o momento de reformulação da Libertadores na virada de 2016 para 2017. Com a saída do México e o aumento do número de participantes de 38 para 47, a Conmebol distribuiu mais vagas a todos os seus integrantes, mas brasileiros e argentinos ganharam mais e melhores posições – como times diretamente em fases mais avançadas, por exemplo.
No mesmo período, equipes brasileiras cresceram na disparidade financeira para o restante do continente – inclusive em comparação com os argentinos.
Últimos campeões e atuais finalistas da Libertadores, Flamengo e Palmeiras já tiveram gasto estimado em cerca de 20 e 14 milhões de reais em folha salarial, respectivamente, enquanto o Barcelona de Guayaquil, único intruso entre brasileiros e argentinos a alcançar uma semifinal nos últimos cinco anos, em 2017 e 2021, gasta cerca de R$ 4 milhões.
O podcast La Pelota, especializado em futebol sul-americano, debateu o domínio do Brasil na Libertadores em episódio recente, publicado no final de agosto, com a participação de jornalistas de países vizinhos. A formação de atletas e a maior atratividade e rentabilidade das competições nacionais também são tópicos em destaque, e você pode escutar o programa completo abaixo.
Desde 2017, os clubes paraguaios e equatorianos são os que mais brigam contra a dualidade brasileira e argentina. Ainda que o esforço não seja suficiente, como visto nas eliminações de Olimpia e Barcelona para o Flamengo na atual edição, Paraguai e Equador são os países que mais colocam times no mata-mata após Brasil e Argentina, diante do declínio de uruguaios, colombianos e chilenos nos últimos anos.
A tabela abaixo traz o número de classificados por país para o mata-mata da Libertadores desde 2017.
DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS NO MATA-MATA DA LIBERTADORES DESDE 2017
| BRASIL | 30 |
| ARGENTINA | 23 |
| PARAGUAI | 10 |
| EQUADOR | 8 |
| BOLÍVIA E URUGUAI | 3 |
| CHILE | 2 |
| COLÔMBIA | 1 |
| PERU E VENEZUELA | 0 |
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