Daniel e David hoje estão com 3 anos e pela condição de um dos irmãos, eles têm tons de pele diferentes

Jessica Anjos Publicado em 25/09/2022, às 13h02
Stacy Omirin está cansada de ter que explicar toda a vez que alguém pergunta como os filhos dela são gêmeos. E mesmo explicando, muitas pessoas não acreditam nela. David e Daniel nasceram em 2019 e atualmente estão com três anos.
Daniel tem pele negra, enquanto David nasceu com albinismo, uma condição genética caracterizada pela falta de pigmentação na pele, cabelo e irís do olho.
A família é nigeriana e Stacy costuma compartilhar a rotina dos filhos nas redes sociais. "Eles recebem muita atenção quando estamos fora", comentou a mãe em entrevista ao Today Parents. Ela também disse que costuma vestir os dois com roupas idênticas até para ver se os questionamentos terminam.
"As pessoas querem saber se eles são amigos ou irmãos. Quando explico que são gêmeos, eles dizem: 'Não, isso não é possível'", reclamou.
Quando questionada sobre a personalidade das crianças, Stacy disse que Daniel é ligado em tecnologia e gosta de se arrumar. "Se a camisa dele tiver uma pequena mancha, ele pede para tirar", contou a mãe.
Já David é mais arteiro. "David é amigável como Daniel, mas ele é mais travesso", compartilhou.
Durante a gravidez, quando os médicos disseram para Stacy que as crianças não eram idênticas, ela se surpreendeu com a notícia, relembrou em entrevista ao Metro. Ela narrou que Daniel foi o primeiro a nascer, então, a enfermeira disse que o segundo bebê tinha cabelos loiros. "Pensei como isso pode ser possível. Olhei para baixo e vi David, ele estava completamente branco".
O albinismo pode ser detectado durante o pré-natal entre 16 e 20 semanas de gestação. "Muitas vezes o albinismo não afeta apenas a pele", explicou Guttman-Yassky ao jornal Today. "Os olhos também são frequentemente afetados - e uma pessoa com a condição pode ter problemas de visão. Os canais auditivos também podem ser afetados em casos raros".
Segundo a Fundação Albino da Nigéria, pessoas que têm a condição no país normalmente são alvos de discriminação e tratados muito mal. Em Madagascar, por exemplo, cidadãos com albinismo já enfrentaram mutilações e ataques por conta de crenças de que partes do corpo de pessoas com essa condição trazem riqueza e boa sorte.
"Às vezes há comentários sobre seu albinismo", confessou Stacy. "As crianças querem saber por que ele é branco. Mas estou ensinando-o a ser confiante. Ele não se importa com o que as outras pessoas pensam", finalizou a mãe.
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