A cantora morreu em novembro de 2021 após a queda de sua aeronave

Mateus Omena Publicado em 15/05/2023, às 13h14
O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) aceitou a denúncia do Ministério Público contra o homem suspeito de vazar as fotos da autópsia da cantora sertaneja Marília Mendonça.
Segundo o órgão, o criminoso será julgado por uma série de crimes: alguns deles são vilipêndio a cadáver, crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos, crimes contra a incolumidade pública e atentado contra a segurança de serviços de utilidade pública.
O homem também responderá por uso de documento falso, crimes de preconceito e intolerância racial, de cor e/ou etnia -- no perfil do Twitter em que divulgou as fotos de Marília Mendonça, ele também fazia publicações racistas e apologia ao nazismo.
Em sua decisão, o juiz Max Abrahao Alves de Souza determinou que a rede social tirasse o perfil do ar.
O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal no dia 17 de abril. A investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificou que um homem de Santa Maria (DF) compartilhou o conteúdo criminoso sobre a artista na internet.
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) também pediu que o suspeito seja investigado pelo vazamento de imagens do corpo do cantor Gabriel Diniz. O artista também foi vítima de acidente aéreo em maio de 2019.
O advogado da família de Marília Mendonça afirmou que é "inconcebível" que documentos exclusivos de um inquérito policial, que corre em sigilo e com restrições de acessos, tenham sido divulgados de forma "irresponsável, desumana e criminosa".
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