O Carnaval é conhecido pelo exagero nas bebidas alcoólicas, então, aprenda a identificar se alguém bebeu demais e como ajudar

Ana Rodrigues Publicado em 04/02/2024, às 16h20
Para quem gosta de curtir e pular Carnaval, é difícil ficar longe do álcool durante os bloquinhos e festas. Porém, é sempre preciso ter cuidado para não perder o controle e beber demais - as consequências da intoxicação alcoólica vai muito além da ressaca no dia seguinte.
Segundo o Metrópoles, para controlar o consumo de álcool durante a folia, a endocrinologista Elaine Dias, de São Paulo, recomendou redobrar os cuidados com a saúde e se preparar para a festa antes mesmo de colocar a fantasia: é importante comer bem e se hidratar.
O folião deve estabelecer limites pessoais claros antes de começar a beber, pensando em quais são os níveis seguros, que cada um conhece, para si", recomendou.
Elaine ainda fala sobre intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água, respeitando a proporção um por um: para cada copo de cerveja deve ser seguido por um de água.
A forma mais segura de evitar a intoxicação é a manter a hidratação e reduzir a quantidade de álcool consumida. É fundamental também alimentar-se adequadamente antes e durante o evento para evitar que o álcool seja absorvido rapidamente pelo organismo", completou.
A verdade é que, as primeiras doses de bebida causam euforia, e devido isso, é fácil perder a conta dos drinks. Elaine sugere que grupos de amigos ou familiares tenha pelo menos uma pessoa sóbria encarregada de cuidar das demais, evitando casos graves de intoxicação. Os principais sintomas deste quadro, são:
Ao perceber os primeiros sinais de intoxicação em alguém próximo, a médica aconselha que a pessoa responsável aja com rapidez.
O indivíduo alcoolizado deve ser levado para um local seguro e confortável, longe de qualquer barulho e agitação. Ao contrário do que se imagina, não é bom ficar com as pernas levantadas, pois pode levar o paciente a se engasgar ou ter dificuldades respiratórias. Também não faz parte do protocolo forçar o vômito.
Devemos monitorar os sinais vitais da pessoa e mantê-la aquecida. Ela deve ficar posicionada de forma a não correr risco de aspirar o vômito, geralmente deitada de lado. Se o indivíduo ficar inconsciente, apresentar dificuldade respiratória, convulsões ou não reagir a estímulos, deve-se procurar ajuda médica imediata", concluiu a endocrinologista.
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