niversitários em greve há quase um mês cobram melhorias na permanência estudantil, fim da terceirização e mais diálogo com a administração da universidade

Letícia Sales Publicado em 14/05/2026, às 08h58
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram, na noite desta quarta-feira (13), mais uma manifestação pelas ruas da região central da capital paulista. O ato reuniu universitários em greve há quase um mês, que cobram abertura de diálogo com a reitoria e mudanças nas políticas de permanência estudantil.
A mobilização começou na Avenida Paulista e seguiu até a Praça Roosevelt, reunindo também professores municipais e parlamentares ligados a partidos de esquerda.
Entre as principais reivindicações dos estudantes estão o reforço nas políticas de assistência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários, participação nas decisões sobre os espaços estudantis e a reversão de cortes no orçamento da universidade.
Segundo o comando de greve, o movimento busca ampliar o debate sobre o futuro da educação pública e denunciar a precarização do ensino.
“O que a gente está construindo é uma greve pacífica e a gente tem como perspectiva conseguir a mesa de negociação. A nossa luta tem sido basicamente por melhoria das qualidades de ensino, principalmente nas questões de permanência da universidade. As pautas estão se somando [às mobilizações em outras universidades e dos professores municipais] contra o projeto de privatização do serviço público e da precarização do estudo e da educação como um todo”, afirmou Heitor Vinícius, estudante de Ciências Sociais e integrante do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP.
Os protestos ganharam força após a ocupação da reitoria da universidade, realizada na semana passada no campus da Cidade Universitária. O espaço foi desocupado no último domingo, após ação de reintegração. Estudantes relataram episódios de abuso policial durante a operação.
Em meio à pressão dos atos, a reitoria informou que criou uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para retomar as conversas com o movimento estudantil.
Segundo a universidade, a primeira reunião da comissão deve ser marcada nos próximos dias.
A greve segue mobilizando diferentes setores da comunidade acadêmica e amplia a discussão sobre financiamento, permanência e gestão das universidades públicas paulistas.
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