Material inclui critérios de correção e exemplos de redações nota mil

Sabrina Oliveira Publicado em 03/10/2024, às 08h51
Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 já podem acessar a cartilha oficial de redação, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O documento, que pode ser encontrado no portal do instituto, traz informações detalhadas sobre os critérios de correção da prova, além de oferecer exemplos comentados de redações que atingiram a pontuação máxima (1.000 pontos) no Enem de 2023.
A redação, que será aplicada no primeiro dia de provas, em 3 de novembro, exige que o participante desenvolva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, a partir de uma situação-problema proposta no exame e com o auxílio de textos motivadores. A nota máxima é de 1.000 pontos, mas o Inep alerta que existem critérios rigorosos que podem levar à nota zero, como fuga do tema ou a apresentação de um texto com menos de sete linhas.
Segundo o Inep, a redação do Enem 2024 será avaliada com base em cinco competências principais, e cada uma delas pode render até 200 pontos. Entre essas competências, destaca-se a capacidade de o candidato elaborar uma proposta de intervenção para o problema discutido, sempre respeitando os direitos humanos. Além disso, é importante que o estudante demonstre domínio da norma culta da língua portuguesa e mantenha um texto bem estruturado e coeso.
Cada redação será corrigida por dois avaliadores independentes, que atribuirão notas de 0 a 200 para cada competência. A nota final será a média aritmética das pontuações atribuídas por ambos os avaliadores. Caso haja uma discrepância significativa entre as notas, uma terceira correção será realizada.
O tema da redação só será revelado no dia da prova, o que gera grande expectativa entre os candidatos. No entanto, educadores e especialistas costumam fazer algumas apostas. Para o Enem 2024, temas como o combate ao bullying nas escolas, o impacto das mudanças climáticas, a relação entre saúde mental e o uso excessivo de telas, e a regulamentação da inteligência artificial são algumas das possibilidades mais discutidas.
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