A primeira onda de demissões começou em maio, quando 20% da equipe foi despedida

Marina Roveda Publicado em 11/09/2022, às 18h31
Já é a segunda vez que o Grupo Primo faz um ‘limpa’ na equipe. A primeira vez aconteceu em maio deste ano, quando 20% do quadro de colaboradores foi desligada. Neste novo corte, 40 pessoas foram demitidas. Atualmente, a empresa é liderada pelos influenciadores Thiago Nigro e Bruno Perini.
Segundo foi apurado pelo Estadão, desta vez, foram demitidos colaboradores de áreas divergentes da cia, como design, eventos, produção, plataformas e a gestora. Em maio, a empresa contava com 230 colaboradores, juntado as duas demissões em massa, resultamos em 90 demissões.
Não faz muito tempo que, o ex-sócio Joel Jota, conhecido por ser autor de livros e ex-atleta de natação, deixou de integrar o grupo. Ele alega que foi uma escolha pessoal.
Trabalho excessivo e problemas de liderança
O Glassdoor, site de avaliação de empresas feito por funcionários, mostra que os principais pontos negativos da empresa são sobre cobranças desnecessárias, falta de clareza nas demandas e o estímulo a horas extras sem remuneração.
“Fazem os funcionários trabalharem às 5 da manhã sem hora extra. Ninguém levanta da cadeira antes das 19h pois fica mal visto. Acúmulo de funções e carga de trabalho intensa, inclusive em fins de semana e feriados”, diz um usuário da plataforma que teria trabalhado na empresa. “Trabalho exaustivo sem reconhecimento monetário. Horas extras? Esquece! Muitas promessas de sociedade sem critério. Liderança muito jovem e mimada”, diz outro comentário.
Também há relatos de que os funcionários eram obrigados a se reunirem para a leitura de princípios cristãos regidos de presságios bíblicos e “exposição desnecessária de funcionários”.
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