Ao todo, foram liberados R$ 6,7 bilhões para a compra do arroz importado, com o preço tabelado em R$ 4 por quilo

por Marina Milani
Publicado em 25/05/2024, às 18h49
Nesta sexta-feira (24), o governo federal, por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou a importação de até um milhão de toneladas de arroz estrangeiro. A medida tem como objetivo garantir o abastecimento do cereal em todo o Brasil, diante dos impactos climáticos que afetam o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional de arroz.
Ao todo, foram liberados R$ 6,7 bilhões para a compra do arroz importado, com o preço tabelado em R$ 4 por quilo. A intenção é assegurar que o arroz chegue diretamente ao consumidor final, mantendo a estabilidade no abastecimento alimentar em todas as regiões do país.
A aquisição será conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O arroz importado será distribuído para mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados e estabelecimentos comerciais com uma ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com os preços do arroz durante a inauguração de obras viárias na rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, São Paulo, neste sábado (25).
“Esta semana fiquei meio nervoso porque vi o preço do arroz muito caro no supermercado. Esta semana eu fiquei um pouco irritado porque o preço do arroz, o pacote de 5 kg, em um supermercado, estava R$ 36, no outro estava R$ 33”, declarou Lula.
Ele acrescentou: “Eu chamei o Paulo Teixeira, que é ministro do Desenvolvimento Agrário, chamei a Conab, que é a nossa companhia de abastecimento, chamei o ministro Fávaro, da Agricultura, e decidimos: arroz e feijão é uma coisa que nós, brasileiros, não sabemos e não queremos abrir mão. Por isso, eles têm que estar no preço que o povo mais humilde e trabalhador possa comprar. Tomamos a decisão de importar um milhão de toneladas de arroz para que a gente possa equilibrar o preço do arroz neste país.”
Lula também mencionou que o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, assinou uma redução de impostos sobre a importação de arroz.
Apesar das ações do governo federal, o governo do Rio Grande do Sul assegura que a safra de arroz no estado é suficiente para atender à demanda nacional. De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra 2023/2024 está estimada em cerca de 7,1 milhões de toneladas, uma quantidade próxima à da safra anterior, que foi de 7,2 milhões de toneladas, mesmo considerando as perdas causadas pelas inundações em maio.
Rodrigo Machado, presidente do Irga, minimizou os riscos de desabastecimento. “Mesmo considerando as perdas, temos uma safra praticamente idêntica à anterior, o que nos leva a calcular que não haverá desabastecimento de arroz”, afirmou Machado.
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