Expectativas sobre definições dos juros nos EUA e no Brasil geram cautela

Marina Milani Publicado em 19/03/2024, às 07h58
Em meio à cautela em torno das definições dos juros nos Estados Unidos e no Brasil, o dólar fechou acima de R$ 5 pela primeira vez desde o fim de outubro. Enquanto isso, a bolsa de valores encerrou o dia em leve alta.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 5,026, registrando alta de R$ 0,028 (+0,57%). Embora tenha iniciado o dia com uma leve queda, a cotação da moeda norte-americana subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos, alcançando a marca de R$ 5,03 no pico do dia.
Esse valor representa o patamar mais elevado desde 31 de outubro, quando o dólar fechou em R$ 5,04. No acumulado de março, a divisa apresenta alta de 1,09%, enquanto em 2024 já acumula um aumento de 3,56%.
No mercado de ações, o dia foi marcado por uma leve instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.954 pontos, com uma alta de 0,17%. As ações de mineradoras se recuperaram das quedas recentes devido ao aumento na cotação internacional do minério de ferro. Por outro lado, as ações de petroleiras e de companhias elétricas registraram queda.
No mercado de câmbio, a expectativa em relação aos juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil predominou. Na quarta-feira (20), o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, e o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidirão sobre as taxas básicas de juros nos dois países.
Dados recentes que indicam um aquecimento da economia norte-americana aumentaram as apostas de que o Fed só iniciará o corte dos juros em junho. Taxas mais elevadas em economias avançadas tendem a estimular a migração de investidores de países emergentes.
No Brasil, a expectativa é que o Copom promova um novo corte de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic. Entretanto, indicadores que apontam para o crescimento da economia brasileira, como a prévia do PIB divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, aumentaram as chances de que o BC suspenda os cortes da Selic em junho. Uma redução menor do que a esperada pode incentivar a transferência de investimentos da bolsa de valores para ativos de renda fixa.
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