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Dólar acima de R$ 6? Entenda o efeito das políticas de Trump na cotação brasileira

Apesar de ainda não superar o recorde nominal alcançado durante a pandemia, o dólar turismo em R$ 6 é uma indicação de que a economia brasileira enfrentará mais um período de desafios

Dólar. - Imagem: Reprodução | Freepik
Dólar. - Imagem: Reprodução | Freepik

por Marina Milani

Publicado em 06/11/2024, às 13h32


A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos trouxe um efeito imediato para o mercado financeiro: o fortalecimento do dólar em escala global, que já ultrapassou a marca de R$ 6 no Brasil na cotação turismo. Esse movimento de alta está diretamente ligado às políticas econômicas protecionistas que Trump prometeu adotar em seu segundo mandato.

Durante a campanha, Trump destacou a intenção de elevar tarifas de importação e restringir o comércio com outros países. O objetivo declarado é incentivar a produção interna nos EUA e proteger empregos americanos. No entanto, esse protecionismo aumenta a demanda por dólares, pois cria uma expectativa de que os Estados Unidos manterão taxas de juros elevadas para atrair investimentos, fazendo com que investidores do mundo inteiro corram para o mercado americano.

A possibilidade de juros mais altos nos EUA leva investidores a migrar seus capitais para ativos de renda fixa americana, que passam a ser mais atraentes com uma taxa de retorno maior. Esse movimento global de busca por dólares pressiona a cotação da moeda, especialmente em países emergentes como o Brasil, onde a saída de capital estrangeiro intensifica ainda mais a alta do dólar.

No Brasil, essa valorização do dólar tem implicações diretas. Com a moeda americana mais forte, o custo das importações sobe, elevando preços de produtos e pressionando a inflação. Para tentar conter essa pressão, o Banco Central brasileiro pode ser levado a aumentar as taxas de juros, o que impacta o crédito e o consumo interno.


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