Cerca de 110,5 milhões de pessoas irão às compras

Marina Roveda Publicado em 03/08/2023, às 08h41
O comércio varejista está cheio de expectativas para as vendas do Dia dos Pais, que prometem movimentar aproximadamente R$ 27 bilhões no setor. Essa estimativa foi revelada por um levantamento realizado em parceria entre a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Offerwise Pesquisas. De acordo com a pesquisa, 68% dos consumidores pretendem comprar presentes para a data este ano, o que representa um total de 110,5 milhões de pessoas indo às compras.
Em entrevista à Jovem Pan News, Maurício Stainoff, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistasde São Paulo, destacou que o comércio do estado deve movimentar cerca de R$ 4 bilhões apenas com as vendas do Dia dos Pais. Ele afirmou que, em comparação com o ano anterior, o ticket médio dos presentes está um pouco maior, passando de R$ 236 para R$ 244, mas considerando a inflação, a movimentação se mantém praticamente no mesmo patamar do ano passado.
Entre os presentes mais procurados pelos consumidores, o setor de Vestuário lidera a pesquisa, com 52% das intenções de compra, seguido por Perfumes, Calçados e Acessórios. Quanto à forma de pagamento, a maioria dos consumidores (76%) pretende pagar à vista, enquanto os que preferem parcelar optam, em sua maioria, por dividir a compra em quatro vezes.
No que se refere à escolha do local de compra, as lojas físicas são a preferência da maioria dos consumidores, sendo os shopping centers o lugar mais procurado, com 74% das respostas. Embora os números sejam positivos em comparação com outras datas comemorativas de 2023, o setor do comércio expressa grande preocupação em relação à reforma tributária, que se encontra em análise no Senado Federal.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de São Paulo expressou sua preocupação com a transferência da arrecadação da Indústria para Comércio e Serviços, uma vez que este último é o principal gerador de empregos, representando cerca de 80% dos CNPJs do Brasil, com 77% das empresas sendo classificadas como pequenas. Essa mudança, segundo ele, pode trazer dificuldades para o setor e suas pequenas empresas.
“Estão transferindo a arrecadação da Indústria para Comércio e Serviços. E Comércio e Serviços é o maior filão de geração de empregos. Estamos falando de praticamente 80% dos CNPJs do Brasil, que são de Comércio e Serviços. Toda vez que é impactada ou transferida a responsabilidade da arrecadação dificulta a vida, porque nesse segmento de Comércio e Serviços 77% são pequenas empresas”, declarou Stainoff.
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