O pai do menino de nove anos que morreu após afundar na piscina da escola onde estudava, em São Vicente, no litoral de São Paulo, contou que, pouco antes de

Redação Publicado em 22/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 05h45
O pai do menino de nove anos que morreu após afundar na piscina da escola onde estudava, em São Vicente, no litoral de São Paulo, contou que, pouco antes de morrer, o filho disse durante um culto que estava “indo para o céu”. A Polícia Civil investiga o caso, trabalhando com a hipótese de mal súbito.
“Luigi era um menino carinho, amoroso, muito afetuoso. A vida dele era abraçar todos, sem exceção”, conta o pai, o autônomo Rafael, ao g1 neste sábado (20), que prefere que o sobrenome da família não seja divulgado. O menino, que estudava em uma escola particular no Rio Branco, tinha arritmia e déficit intelectual. “Constava na ficha da escola, inclusive que não podia fazer esforço físico”, diz.
O que confortou a família, conforme o próprio pai relata, foi uma mensagem enviada por uma frequentadora da mesma igreja que eles. “No domingo [antes da morte], estivemos no culto […]. Ao término do santo culto, ele abraçou uma irmã e disse ‘dá um glória a Deus que eu estou indo para o céu“, relatou. “Após receber a mensagem dessa irmã, Deus nos confortou grandemente”.
O caso aconteceu por volta de 15h30, em uma escola particular na Rua Antonio Riscale Husni, no Rio Branco. Testemunhas disseram à Polícia Militar que o menino estava dentro da piscina recreativa da escola e, inesperadamente, afundou. A piscina tem 70 centímetros de profundidade.
Ainda conforme o depoimento, logo depois, passados alguns segundos, ele foi resgatado e socorrido por uma professora. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros, levando a criança ao Hospital Municipal de São Vicente, mas Luigi não resistiu e morreu em seguida.

O pai diz que recebeu uma ligação da escola informando que ele tinha desmaiado e estava sendo levado para o hospital. Chegando à unidade, já receberam a notícia do falecimento. “Imaginávamos que fosse do coração”, recorda.
Segundo ele, naquele dia, eles não foram avisados previamente que seria dia de piscina. “Não tem recado na agenda e, também, como não sabíamos, não foram enviadas roupas de banho”, explica. Eles souberam do acontecido mais tarde. A certidão de atendimento dos bombeiros e o atestado de óbito constariam afogamento. A Polícia Civil, no entanto, trabalha com a hipótese de mal súbito.
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G1
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