Pelo menos seis festas clandestinas foram fechadas neste fim de semana na capital paulista com mais de mil pessoas flagradas desrespeitando as medidas

Redação Publicado em 05/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h22
Pelo menos seis festas clandestinas foram fechadas neste fim de semana na capital paulista com mais de mil pessoas flagradas desrespeitando as medidas sanitárias de distanciamento do Plano São Paulo e contribuindo para disseminação do coronavírus.
No final da tarde deste domingo (4), a fiscalização fechou um bar no Itaim Bibi, área nobre da capital, com 245 pessoas que assistiam a um show de pagode.
O funcionamento de casas noturnas está proibido na atual fase de transição do Plano SP. A multa para o desrespeito ao uso de máscara em espaços públicos e particulares de uso comum é de R$ 524 para pessoas físicas.
Já os estabelecimentos comercias podem ter de pagar R$ 5.025 para cada pessoa que estiver no local sem a proteção. Há ainda a previsão de uma multa de R$ 1.380,50 se o estabelecimento não afixar placas que informam sobre a obrigatoriedade da máscara.
O local fechado pela polícia no Itaim não seguia as medidas sanitárias impostas para controlar a pandemia, como garantir o distanciamento físico ou o uso de produtos de higienização.
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Frequentadores são flagrados sem máscara em show de pagode em casa noturna do Itaim Bibi, na Zona Oeste de SP, neste domingo (4). — Foto: Acervo pessoal
Na madrugada de sábado (3) para domingo (4), na Vila Jaguará, Zona Oeste da capital paulista, uma festa clandestina com 658 pessoas também foi fechada pela força-tarefa da polícia.
O estabelecimento, que fica na avenida Cândido Portinari, tinha 620 clientes e 38 funcionários no momento em que chegou a fiscalização. Dessas, 310 estavam sem máscara de proteção.
De acordo com os agentes, a festa acontecia no subsolo do imóvel, onde a ventilação era ruim. O local tinha extintores de incêndio sem carga e não havia saída de emergência.
Houve um princípio de incêndio quando um carvão de narguilé caiu em um sofá. Fios elétricos expostos aumentavam o risco.
A casa noturna estava “camuflada” com uma espécie de barraco de madeira que foi montado na entrada para disfarçar, deixando o local semelhante a um depósito.
Durante a operação, um homem se apresentou como advogado do estabelecimento e discutiu com os responsáveis pela fiscalização. Ele não apresentou sua identificação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O homem se alterou e acabou sendo preso por desacato. O estabelecimento foi autuado.
Integram o Comitê de Blitze agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Coordenadoria da Vigilância Sanitária (Covisa), da Prefeitura de São Paulo, e profissionais da Vigilância Sanitária, do Procon e das Polícias Civil e Militar, do governo do estado.
Qualquer pessoa pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541, no site www.procon.sp.gov.br ou pelo e-mail [email protected], do Centro de Vigilância Sanitária.
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G1
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