O processo foi o mais comentado, postado e compartilhado da história e todos tinham um lado e uma opinião sobre

Redação Publicado em 02/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 19h33
Yasmine Bedward, de 30 anos, gerente de redes sociais, viralizou no TikTok após publicar um vídeo dando sua opinião sobre o julgamento de Johnny Depp e Amber Heard na plataforma. “Ninguém na minha vida real se importou com minhas ideias sobre esse assunto, então, como fazem os millenials, fui para o TikTok“, disse .
Um dos vídeos mais icônicos da menina na rede social, foi o que compara os dois psicólogos que participaram do julgamento. O post superou 4,3 milhões de visualizações, sendo quase a audiência de um telejornal noturno americano.
O que surpreende também é o número de visualizações de vídeos no TikTok com a hashtag #justiceforjohnntdepp que é de aproximadamente 18 bilhões até o momento.

#justiceforjohnnydepp no Tiktok / Imagem: reprodução Tiktok
Com o julgamento vimos que o conceito de “mídia de massa”, ou seja, um meio dominado por poucas organizações de notícias não tem mais influência como antes, principalmente com a chegada das redes sociais.
Mesmo após toda a repercussão do primeiro julgamento de 2017, ocorrido no Reino Unido, a internet ficou desconfiada de Amber Hearde no processo recente, já nos primeiros dias no tribunal, em que a equipe de Johnny Deppapresentou sua defesa e provas, ficou claro que os internautas estavam totalmente do lado do ator.
O que evidenciou a contradição com o julgamento anterior, foi a forma como o caráter e o depoimento da atriz foram questionados, preocupando os ativistas que defendem vítimas de violência doméstica.
Uma empresa israelense, Cyabra, especialista em rastrear desinformação online, acompanhou o caso. O método usado pela companhia é verificar as contas que estão distribuindo memes, vídeos e comentários e confirmar se são contas verdadeiras.
Rafi Mendelsohn, o porta-voz da empresa, comentou que: “Desde o início do julgamento, estávamos bastante interessados em ver o que as pessoas estão dizendo de verdade e quanto dessa conversa é movimentada por contas falsas. Ficamos surpresos ao notar que quase 11% da discussão online em torno do julgamento foi conduzida por contas falsas, o que é um número muito alto”.
Por fim, Rafi ressaltou: “O problema é provar quem está por trás das contas falsas. Tudo o que se pode dizer é que esse padrão de contas falsas está se espalhando cada vez mais da política para outras partes da vida pública”.
No atual confronto entre Heard e Deep, todos tiveram o mesmo acesso ao conteúdo do processo, não houve segredo de justiça, além de que os jornalistas e o público em casa tinham o mesmo acesso ao tribunal. O que permitiu milhões de internautas se envolver e discutir o caso.
Podemos dizer que aboliu fronteiras do tradicional jornalismo e acesso a informação, bem como a linguagem e convenções estilísticas. Apesar dos robôs e contas falsas, são apenas 11%, o restante dos 89% são pessoas reais participando e engajando sobre o julgamento e muitas querendo justiça e a verdade dos fatos.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigação interna afasta hipótese de arrastão na Estação Luz do metrô de SP

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump