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Arte

Com entrada gratuita, Bienal de SP se estende por quatro meses; veja o que não perder

A 36ª edição da Bienal de São Paulo traz inovações e uma temática inspiradora, com entrada gratuita e duração até janeiro de 2026.

Bienal de São Paulo - Imagem: Reprodução/Pinterest @VEJA
Bienal de São Paulo - Imagem: Reprodução/Pinterest @VEJA

Gabriela Nogueira Publicado em 09/09/2025, às 12h32


O Pavilhão Ciccillo Matarazzo, popularmente conhecido como Pavilhão da Bienal, situado no Parque Ibirapuera, deu início à 36ª edição da Bienal de São Paulo no último sábado (6). Este ano, o evento inova ao estender sua duração para quatro meses, encerrando-se em 11 de janeiro de 2026, um formato inédito já que as edições anteriores costumavam se encerrar em dezembro. A entrada para a mostra é gratuita.

A temática desta edição, intitulada "Nem todo viandante anda estradas - Da humanidade como prática", inspira-se no poema "Da calma e do silêncio", da escritora Conceição Evaristo. O foco está em explorar questões relacionadas à natureza, à escuta e à experiência humana. Sob a curadoria do camaronês Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, a Bienal apresenta obras de artistas internacionais, enriquecendo o evento com debates, performances e encontros interativos.

O projeto arquitetônico e expositivo é concebido por Gisele de Paula e Tiago Guimarães e é organizado em seis capítulos que abordam diferentes temas. Os arquitetos explicam que o espaço foi idealizado como um percurso sensorial, inspirado pela fluidez dos rios e pela imagem do estuário, apresentando margens sinuosas que promovem momentos de escuta, encontro e reflexão.

Entre as principais atrações da Bienal, o público terá a oportunidade de aprofundar-se nas relações entre humanidade e terra, memórias coletivas, comunidades e discutir questões pertinentes à colonização e transformações urbanas, bem como cosmologias indígenas, africanas e asiáticas. Obras dinâmicas que se transformam ao longo da exposição, utilizando materiais reaproveitados também fazem parte do acervo.

Um dos destaques é o projeto "Aparições", uma colaboração inovadora com a plataforma WAVA que utiliza tecnologia de realidade aumentada para exibir digitalmente obras brasileiras em locais específicos ao redor do mundo. Os visitantes têm a possibilidade de interagir com essas criações por meio do aplicativo correspondente.

Outra iniciativa notável é "Invocações", que oferece uma série de encontros que incluem poesia, música e performances diversas, todos relacionados às ideias centrais da exposição chamada "Conjugações". Antes de chegar a São Paulo, esta atração passou por cidades como Marrakech (Marrocos), Guadalupe (México), Zanzibar (Tanzânia) e Tóquio (Japão).

No total, cerca de 120 artistas estão envolvidos na programação dentro do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Além disso, cinco artistas ocupam a Casa do Povo através do programa "Afluentes", que traz mostras cinematográficas com curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay.

Os artistas participantes vêm de diversas partes do mundo e exploram uma variedade de linguagens artísticas que incluem vídeo, performance, pintura, som, instalação, escultura e experimentações coletivas. A programação completa pode ser acessada no site oficial da Bienal.

Informações sobre a 36ª Bienal de São Paulo

Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo; Av. Pedro Álvares Cabral, s.n., Parque Ibirapuera, Portão 3, São Paulo-SP
Horários: terça a sexta e domingo das 10h às 18h (última entrada às 17h30); sábado das 10h às 19h (última entrada às 18h30)
Entrada gratuita
Mais detalhes estão disponíveis no site oficial da Bienal.


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