
por Agenor Duque
Publicado em 10/10/2023, às 07h08
No último sábado (07), Israel foi covardemente atacado por terroristas do Hamas, deixando inicialmente 40 mortos e cerca de 250 feridos, segundo informaram socorristas do Magen David Adom de Israel.
De acordo com canais internacionais de notícia, os ataques iniciaram com a invasão dos terroristas por meio da Faixa de Gaza. Benjamim Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou em pronunciamento que sua terra está em guerra e garantiu que o Hamas pagará caro por isso. Os ataques, por mar, terra e ar, incluiu uma chuva de foguetes disparados, além de homens que invadiram o território israelense.
O ataque sem precedentes aconteceu em tempo de celebrações, ao fim da Festa dos Tabernáculos, coincidindo com o 50º aniversário da Guerra ocorrida em 1973, ocasião em que árabes atacaram Israel durante o dia considerado o mais sagrado do calendário judaico, o Yom Kippur. Notícias dão conta de que civis e soldados foram sequestrados, muitas delas estão sendo torturadas. São mulheres violadas, crianças separadas de seus pais, civis e idosos usados pelo Hamas como escudo humano, idosos fuzilados em pontos de ônibus, casas invadidas, dentre outras atrocidades. Em meio a tamanha violência e crueldade, na internet surgem aos montes imagens e vídeos de turcos, iranianos e libaneses comemorando o ataque terrorista contra Israel.
Até o momento em que esta matéria está sendo produzida, o número de mortos passa de 700 pessoas, além de mais de mil feridos, alguns em estado grave; um desdobramento lamentável do conflito entre Israel e Palestina que vem ocorrendo há anos. Em diversas regiões, sirenes são frequentemente acionadas alertando sobre os bombardeios, e no aeroporto de Bem Gurion (Tel Aviv) passageiros deitam no pátio tentando proteger-se.
Turistas do mundo inteiro, incluindo caravanas de brasileiros, estão presos no país. Os aeroportos estão fechados e os voos foram cancelados. O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão desaparecidos em Israel.
Cinco mil mísseis já foram disparados em direção a Israel, segundo informou o comandante do Hamas, Muhammad Al-Deif. Israel afirma que, na verdade, foram 2,5 mil disparos. Dentre as cidades vítimas dos ataques estão Abu Dis, Ashdod e Tel Aviv. O gabinete de segurança de Israel tomou uma série de decisões visando à destruição das capacidades militares e governamentais dos terroristas, o que segundo Netanyahu, deverá retirar do grupo terrorista e de seu aliado Jihad Islâmica a capacidade e o desejo de tecer ameaças e prejudicar cidadãos israelenses durante muitos anos.
O cenário apresenta um Israel disposto a negociar, em nome da paz no Oriente Médio; mas também revela árabes sedentos de sangue, dispostos a “limpar” a terra, dizimando o povo de Israel. País acolhedor, Israel é uma democracia em que todos têm liberdade e são respeitados, incluindo árabes muçulmanos, minorias cristãs, africanos refugiados etc.
Certamente que Deus ama judeus. Deus ama árabes, ele ama a todas as nações. Como cristãos, precisamos lamentar profundamente por toda essa situação, pela crueldade com que pessoas feitas à imagem de Deus estão sendo tratadas e pelas prováveis mortes que ainda ocorrerão. Lembramos que Jesus, como judeu que era, estaria chorando pela situação atual de Israel como chorou por seu amigo Lázaro. Como morador da Judeia e Samaria, territórios onde hoje estão Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, se vivesse na terra hoje, seria também discriminado e uma provável vítima do Hamas. Como cristãos, não podemos, de forma alguma, apoiar terroristas do Hamas, ou de qualquer outro grupo semelhante, pois suas ações violam direta e cruelmente pessoas feitas à imagem e semelhança de Deus, sejam eles judeus, palestinos ou quem quer que seja.
Que haja paz sobre Israel.
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