
por Agenor Duque
Publicado em 20/01/2024, às 07h38
Uma das notícias mais repercutidas recentemente tem a ver com a declaração do Papa Francisco relacionada à possibilidade de renúncia, temática que veio à tona em resposta à pergunta do jornalista Fábio Fazio que o questionou a respeito de como estava. Aos 87 anos, o pontífice completa dez anos na liderança da igreja católica e comentou em entrevista ao programa “Che Tempo Che Fa” que “continua vivo”, apesar dos problemas relacionados à saúde e aqueles naturais da idade.
Desde que assumiu a posição ocupada anteriormente pelo aclamado papa Bento XVI, Francisco tem causado emoções e reações as mais diversas. Há aqueles favoráveis à sua liderança e os que lhe fazem clara oposição. Mesmo nas demais instâncias de liderança da igreja católica mundial há simpatizantes e não simpatizantes de sua forma de governo, dentre eles aqueles que vêm se posicionando claramente contra algumas das decisões do papa, especialmente as relacionadas à união de pessoas do mesmo sexo e alguns posicionamentos políticos. Muitos entendem que algumas das decisões do pontífice estão intimamente ligadas a questões políticos controversas e que tornar Francisco o líder máximo de cristãos católicos teria sido motivada por sua simpatia ao movimento comunista e ele próprio seria um peão utilizado ao bel-prazer da liderança globalista a fim de servir aos interesses escusos, incluindo os da agenda 2030.
A decisão do pontífice em conceder uma bênção a união homoafetiva foi uma das mais relevantes e causadora de reações adversas tomadas em 2023 e que evidencia seu apoio à agenda progressista e, de certa forma confirmam os rumores relacionados à sua ascensão ao papado.
Posicionamentos contrários às decisões e forma de governo de Francisco tem levado alguns líderes da igreja católica a serem excomungados, como aconteceu a Alessandro Minutella tempos atrás e mais recentemente ao padre italiano Ramon Guidetti, acusado de “ato cismático”, e de haver recusado “[...] a submissão ao Sumo Pontífice e a comunhão com os membros da Igreja que lhe são sujeitos”.
A possibilidade de renúncia foi mencionada pelo papa no último domingo (14)em sua participação no “Che Tempo Che Fa”, um programa italiano dominical. Ao considerar a renúncia como uma possibilidade, Francisco não se referia à sua própria, mas falou do tema como uma possibilidade aberta a todos os pontífices, inclusive ele próprio. Não houve qualquer sinalização de que uma renúncia seja algo que o líder católico mundial esteja de fato considerando atualmente.
Francisco tem idade avançada e já tem enfrentado problemas relacionados à sua saúde, e apesar de referir-se à possibilidade de renúncia como não sendo “[...] um pensamento, nem uma preocupação, nem um desejo, mas uma possibilidade aberta a todos os papas”,segundo ele, se no futuro a situação mudar e/ou demandar, estaria pronto a considerar a tomada de uma decisão como esta, o que ficou evidente ao afirmar “teremos que pensar [na possibilidade]”.
Como líder máximo da fé católica e seus fiéis, Francisco tem como uma de suas funções realizar viagens, participar de sínodos, dentre outras atribuições. Só em 2023 fez cinco viagens e participou de um sínodo, o que representou um desafio já que, enquanto participava dessas atividades teve de lidar com problemas relacionados à sua saúde.
Resta aos fiéis e ao grande público aguardar cenas dos próximos capítulos desta história. Por enquanto, há possibilidade de renúncia, mas “agora não”.
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