
por Agenor Duque
Publicado em 05/04/2024, às 13h50
Israel, uma nação que há séculos carrega consigo não apenas a história de um povo, mas também a luta constante por sua existência e soberania. Uma democracia cercada por nações hostis que buscam sua eliminação. Recentemente, Israel mais uma vez se viu sob ameaça, não apenas de grupos terroristas como o Hamas, mas também de potências regionais como o Irã, cujo ódio contra Israel é abertamente declarado.
O conflito entre Irã e Israel já dura a décadas e tem raízes profundas em diferenças ideológicas, religiosas e geopolíticas. O Irã, liderado por um regime teocrático radical, expressou repetidamente seu desejo de destruir Israel, negando sua legitimidade como nação e promovendo sua ideologia antissemita.
Através de sua influência e apoio a grupos terroristas como o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Faixa de Gaza, o Irã busca minar a segurança de Israel e desestabilizar a região. Esses grupos operam sob o comando da Força Quds, uma divisão especial da Guarda Revolucionária Iraniana responsável por atividades extraterritoriais, incluindo o apoio a essas organizações terroristas.
O recente ataque ao consulado iraniano em Damasco, na Síria dia 01/04, agitou ainda mais as tensões entre Israel e o Irã. A morte do principal comandante da Guarda Revolucionária Iraniana para o Líbano e a Síria, Mohammed Reza Zahedi, durante o ataque atribuído à Israel, destaca a escalada do conflito. Zahedi era conhecido por sua ligação com grupos terroristas e seu papel na promoção da agenda iraniana anti-Israel. Uma espécie de “arquiteto” por trás de uma rede de terror que se estendia por todo o Oriente Médio. Seu papel no apoio ao Hezbollah no Líbano e às milícias xiitas no Iraque e no Afeganistão resultou em inúmeras mortes de inocentes e na propagação do caos e da violência.
Portanto não é de surpreender que o sistema de inteligência de Israel tenha sugerido uma ação antecipada em legítima defesa, diante de uma ameaça tão grave e eminente pois, além da existência de bases iranianas cercando Israel em quase todas as suas fronteiras, em fevereiro, o Ministério de Relações Exteriores de Israel enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU alertando que o Irã estava intensificando ainda mais o fornecimento de armas para o Hezbollah, pela Síria.
Diante de uma possível retaliação, já que na quarta-feira (03/04) o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que Israel será “esbofeteado” pelo ataque, as Forças de Defesa de Israel estão em alerta máximo, preparadas para enfrentar qualquer ameaça, seja ela proveniente do Irã ou de seus representantes na região. As recentes advertências do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao Irã transmitem a força de um povo determinado em proteger sua terra prometida. Por conta das ameaças, Israel tomou medidas defensivas, suspendendo as licenças das tropas, reforçando suas defesas aéreas e se preparando para qualquer eventualidade, confiando em seu sistema de defesa multicamadas e na proteção divina.
Neste momento crítico, é importante que o mundo reconheça a justiça da causa de Israel, uma nação que há muito tempo é cercada e afligida por inimigos determinados a destruí-la, mas também uma nação que se recusa a ajoelhar-se diante do ódio e da tirania. A história de Israel é uma história de resistência, de perseverança e, acima de tudo, de fé.
A Bíblia ensina sobre a relação entre Israel e aqueles que a desafiam. Ela registra inúmeras vezes o apoio divino à nação de Israel e adverte sobre as consequências àqueles que se levantam contra ela. Como está escrito em Gênesis 12:3: "Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem". Portanto, Israel permanece firme em sua fé e determinação, confiante na justiça e na proteção do Deus Altíssimo, assim como os antigos profetas proclamaram, aqueles que se levantam contra Israel encontrarão a mão poderosa do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó contra eles.
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