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Dia a Dia

Mulheres com criança na cidade de SP são as que estão mais longe de retomar a participação no mercado de trabalho do pré-pandemia

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Dois anos após o início da pandemia, a recuperação econômica tem ocorrido de forma desigual na cidade de São Paulo. A taxa de participação no mercado de trabalho das mulheres com criança em casa no quarto trimestre de 2021 foi de 69,1%, mais de quatro pontos percentuais abaixo do patamar registrado no quarto trimestre de 2019 (73,3%).

Já entre os homens com criança em casa, a situação atual é diferente. No fim de 2021, a taxa foi de 84,8%, um ponto percentual abaixo do mesmo período de 2019 (86%). Isso quer dizer que a distância entre o patamar atual e o de antes da pandemia, considerando as mulheres com criança, ainda é quatro vezes maior do que no grupo dos homens com criança.

Na cidade de São Paulo, mulheres com filhos foram as que mais tiveram queda na participação no mercado de trabalho, e as que seguem mais distantes de retomar o patamar de antes da pandemia. — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo

Na cidade de São Paulo, mulheres com filhos foram as que mais tiveram queda na participação no mercado de trabalho, e as que seguem mais distantes de retomar o patamar de antes da pandemia. — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo

Os dados foram levantados pelo pesquisador Marcos Hecksher, doutor em População, Território e Estatísticas Públicas, com base na Pnad Contínua divulgada no fim de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como consequência, a desigualdade de gênero na participação da economia segue mais alta no fim de 2021 do que no fim de 2019. No último trimestre antes da pandemia, 86% dos homens com criança estavam no mercado de trabalho, contra 73,2% das mulheres com criança, uma diferença de 12,8 pontos percentuais.

Já em 2021, a proporção dos homens era de 84,8%, enquanto a das mulheres era de 69,1%, o que representa uma diferença de 15,7 pontos percentuais.

Comparação da taxa de participação no mercado de trabalho entre homens e mulheres com filhos no fim de 2019 e no fim de 2021. — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo

Comparação da taxa de participação no mercado de trabalho entre homens e mulheres com filhos no fim de 2019 e no fim de 2021. — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo

Demanda por cuidados domésticos

 

Aos 31 anos, Laice dos Santos Pires conhece a realidade de quem precisa escolher entre trabalhar e cuidar de alguém. Ela é divorciada e tem um filho atualmente com 11 anos.

Foi uma de centenas de pessoas – incluindo muitas mulheres – que passaram horas deste Dia Internacional da Mulher em uma fila na Grande São Paulo para deixar currículo em busca de uma vaga de emprego.

Ela passou uma década sem carteira assinada, para cuidar da mãe doente e do filho pequeno. “Era difícil porque ela não andava, não enxergava, tinha problema de audição, tive que correr atrás de tudo, de fralda. E com filho pequeno, não tive outro jeito, não conseguia trabalhar”, explicou ela à TV Globo. Laice até conseguiu um emprego em uma lanchonete, em 2019. Mas foi demitida com a chegada da pandemia. Hoje, sua renda vem da venda de máscaras e doces em semáforos.

Outro levantamento divulgado nesta terça-feira (8) e antecipado pelo SP1 mostra que o acesso à creche na cidade de São Paulo, apesar dos altos índices na média geral, também é desigual, e deixa sem atendimento mais da metade das crianças de 0 a 3 anos em situação de pobreza.

Impacto desigual na pandemia

 

O levantamento dividiu a população em idade de trabalhar em quatro grupos de homens e mulheres, pelo status de terem ou não que cuidar de crianças de até dez anos de idade. O patamar registrado pelo IBGE no quatro trimestre de 2019 foi considerado o “normal pré-pandemia”, com índice zero, e os grupos foram analisados conforme a distância de cada trimestre posterior em relação a esse zero.

Na pandemia, todos os grupos apresentaram queda maiores ou menores, com o fechamento de estabelecimentos e o aumento do desemprego na população em geral. No entanto, foram as mulheres que sofreram mais impacto, principalmente as com filho.

No terceiro trimestre de 2020, a diferença em relação a 2019 chegou a mais de 15 pontos percentuais, atingindo o menor patamar em mais de uma década.

Os dados indicam ainda que, nos últimos dois anos, nenhum grupo já conseguiu retomar os indicadores de antes da pandemia. Mas a recuperação de cada um deles mostra que são as mulheres responsáveis pelo cuidado de crianças as que seguem mais longe de recuperarem o prejuízo.

O pesquisador Marcos Hecksher, responsável pelo levantamento, explica que essa desigualdade tem explicações sociais e econômicas.

“Em geral, as mulheres dos domicílios acabam recebendo uma carga maior de trabalho em relação aos cuidados com as crianças menores”, afirma ele sobre a divisão sexual do trabalho doméstico.

Mas, segundo o especialista, “a queda em relação ao que havia antes da pandemia é maior para as mulheres do que para os homens porque os setores mais ‘femininos’, de certa forma, aqueles com maior presença feminina, são também os que menos se recuperaram até agora, sobretudo serviços domésticos, alojamento, alimentação e outros serviços também.”

Para a Laice, resta manter a esperança de um dia conseguir reescrever sua história. “Eu quero me formar doutora, que é o meu sonho. E eu creio que eu vou conseguir uma casa, vou conseguir o que eu preciso pro meu filho sobreviver, um emprego digno, com convênio médico, tudo bonitinho, porque eu preciso.”

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G1

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