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Ketanji Brown toma posse como primeira juíza negra da Suprema Corte dos EUA

Imagem Ketanji Brown toma posse como primeira juíza negra da Suprema Corte dos EUA

Redação Publicado em 30/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 16h28


Ketanji Brown Jackson, a primeira juíza negra da história da Suprema Corte dos Estados Unidos, tomou posse do cargo nesta quinta-feira (30). Ela assume o posto na mais alta corte do país em um momento de decisões polêmicas tomadas por magistrados conservadores, como a cassação do direito constitucionalao aborto e a ampliação da posse de armas no país.

“Com o coração cheio, aceito a solene responsabilidade de apoiar e defender a Constituição dos Estados Unidos e de administrar a justiça sem medo ou favor”, declarou, em um comunicado, a nova magistrada.

Indicada pelo presidente do país, Joe Biden, Ketanji Brown Jackson já havia sido aprovada para o cargo pelo Senado em abril, mas só poderia tomar posse com a saída do juiz Stephen Breyer, que deixou o posto também nesta quinta-feira.

Ketanji Jackson se emociona ao discursar após nomeação à Suprema Corte dos EUA

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A indicação de uma mulher negra para a Suprema Corte era uma promessa de campanha de Biden.

Jackson, de 51 anos, será uma das poucas magistradas da Suprema Corte com ampla experiência no sistema penal norte-americana. Antes de tomar posse no novo cargo, ela foi juíza da 2ª instância nos Estados Unidos e defensora pública, representando réus pobres. Filha de professores, a juíza cresceu no estado da Florida e estudou na Universidade Harvard, onde se formou com excelentes notas.

A entrada da nova juíza marca também um recorde no número de mulheres na Suprema Corte dos EUA: agora são quatro magistradas, de um total de nove.

Momento conturbado

Ketanji Brown assume o cargo em um momento conturbado para a Suprema Corte, que vem aprovando decisões polêmicas aprovadas por juízes conservadores.

Só nas duas últimas semanas, os magistrados conservadores – três deles indicados pelo ex-presidente Donald Trump – conseguiram derrubar o direito constitucional ao aborto no país, ampliar o porte de armas de cidadãos em espaços públicos e aumentar a liberdade de funcionários públicos para seguir rituais religiosos nos locais de trabalho.

Nesta quinta-feira, a Corte, a mais alta instância da Justiça norte-americana, emitiu ainda uma sentença que limita os poderes do governo norte-americano para reduzir as emissões de carbono de centrais de energia.

g1
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