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Ministro da CGU afirma que governo foi informado sobre apurações no INSS

Ministro sugere interrupção dos descontos em folha para aposentados

- Imagem: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Redação Publicado em 07/06/2025, às 18h35

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Carvalho, afirmou que o governo federal foi alertado sobre as investigações relacionadas a fraudes no INSS e que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, estava ciente do problema. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo e responde às críticas surgidas após a operação conjunta da CGU com a Polícia Federal, que gerou novo desgaste para o Palácio do Planalto.

“Todo mundo sabia do problema e que a CGU estava fazendo auditoria. A informação de que as pessoas não sabiam não procede. O ministro Rui sabe disso”, disse Carvalho.

Segundo o ministro, os acordos de cooperação técnica com entidades hoje investigadas foram firmados entre 2021 e 2022, ainda durante o governo Bolsonaro, e os descontos irregulares começaram a surgir em 2023.

Carvalho afirmou que seguiu a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de adotar postura de “tolerância zero com fraudes, desvios e corrupção” e criticou a ideia de ignorar o problema ou aplicar soluções paliativas. “A terceira possibilidade era investigar, punir e ressarcir os aposentados. Essa foi a medida tomada”, afirmou.

O ministro também negou que tenha havido seletividade nas investigações, ao deixar de incluir entidades ligadas ao governo, como a Conafer e a Contag, nos pedidos iniciais de bloqueio de recursos. “Não há seletividade. Todas as entidades que tiverem cometido fraudes ou envolvimento em corrupção serão responsabilizadas”, garantiu.

Por fim, Carvalho defendeu mudanças no sistema de descontos em folha para aposentados e pensionistas, inclusive sugerindo sua possível interrupção. “A conclusão do relatório da CGU é que o mais viável seria interromper os descontos. Mas essa é uma decisão política, que envolve também o Congresso Nacional”, concluiu.

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