Exame poderá ser feito em casa e deve ajudar no diagnóstico precoce da doença em pessoas entre 50 e 75 anos
Letícia Sales Publicado em 21/05/2026, às 13h54
O ministro Alexandre Padilha anunciará nesta quinta-feira (21), durante agenda oficial na França, a inclusão de um novo protocolo de rastreamento do câncer de intestino no Sistema Único de Saúde.
A novidade envolve a adoção do teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT, que passará a ser o exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos sem sintomas da doença.
O método é considerado menos invasivo e mais prático do que a colonoscopia, atualmente utilizada como principal ferramenta para investigação do câncer colorretal.
Como funciona o novo exame
O FIT é realizado a partir de uma amostra de fezes coletada pelo próprio paciente em casa. Utilizando anticorpos específicos, o teste consegue identificar sinais de sangramento invisíveis a olho nu, além de indicar possíveis pólipos, lesões pré-cancerígenas e até tumores no intestino.
Após a coleta, o material é armazenado em um tubo e encaminhado para análise laboratorial.
A proposta do Ministério da Saúde é ampliar o rastreamento precoce e reduzir a necessidade de colonoscopias em pacientes sem sintomas, priorizando o exame mais complexo apenas para casos com resultado positivo.
Vantagens do FIT
Entre os principais benefícios apontados pelas autoridades estão a praticidade e o fato de o exame não exigir preparo intestinal, sedação ou restrições alimentares.
Além disso, o teste pode aumentar a adesão da população ao rastreamento preventivo, já que a coleta é simples e feita no ambiente doméstico.
Caso o resultado apresente alterações, o paciente será encaminhado para exames complementares que poderão confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer.
Sintomas de alerta
Embora o novo protocolo seja voltado para pessoas sem sintomas, especialistas alertam para sinais que exigem investigação médica imediata.
Entre eles estão presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, diarreia frequente, constipação recente, cólicas abdominais, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem explicação, anemia e fadiga constante.
O câncer de intestino está entre os tipos mais comuns no Brasil e tem maiores chances de cura quando descoberto precocemente.