Novo plano da AFNE reforça o uso consciente de papel nas UBSs e assegura o descarte seguro, protegendo dados sensíveis e o meio ambiente
Marina Roveda Publicado em 05/06/2025, às 08h00
Em um movimento que reforça seu compromisso com a responsabilidade socioambiental e a segurança da informação, a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), entidade reconhecida pela excelência na administração de Unidades Básicas de Saúde (UBS), anuncia a implementação de um abrangente Plano de Consumo Consciente de Papel Sulfite e Descarte Seguro de Documentos. Esta iniciativa visa não apenas otimizar o uso de recursos e reduzir custos, mas principalmente minimizar o impacto ambiental associado à produção de papel e garantir a máxima proteção aos dados sensíveis dos pacientes atendidos nas unidades sob sua gestão, em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A decisão pela criação do plano surge de uma profunda reflexão sobre as práticas cotidianas e seus reflexos no meio ambiente e na segurança da informação. A AFNE compreende que cada folha de papel utilizada carrega consigo uma pegada ecológica significativa, desde o corte de árvores até o consumo de água e energia em sua produção, culminando no descarte, que muitas vezes não recebe o tratamento adequado.
O plano da AFNE baseia-se em dados concretos e na conscientização sobre o ciclo de vida do papel. Frequentemente, a simplicidade de uma folha sulfite oculta um processo de produção com custos ambientais elevados. Milhões de árvores são derrubadas anualmente, e embora o uso de eucalipto de reflorestamento seja comum, sua monocultura pode impactar a biodiversidade e os recursos hídricos locais. A produção de uma única folha pode consumir até 10 litros de água, um recurso cada vez mais escasso.
Além disso, a energia gasta na fabricação, transporte e até mesmo no uso de impressoras contribui para a emissão de gases de efeito estufa. Um levantamento interno da AFNE revelou um consumo expressivo: no último semestre de 2024, foram utilizados 11.362 pacotes de papel sulfite A4 nas unidades administradas, totalizando mais de cinco milhões de folhas e um custo superior a R$ 340.000,00. Estes números reforçam a urgência de uma gestão mais eficiente e sustentável.
Paralelamente à questão ambiental, o plano da AFNE aborda com rigor a segurança da informação, um pilar fundamental na gestão de serviços de saúde. O descarte inadequado de documentos em UBS representa um risco significativo de violação da confidencialidade de dados pessoais sensíveis, como informações de saúde, protegidos pela LGPD. A lei exige que o tratamento de dados, incluindo o descarte, siga princípios de segurança rigorosos.
Para mitigar esses riscos, a AFNE implementará um protocolo claro para o descarte seguro, que inclui:
Estas medidas visam proteger a privacidade dos pacientes e assegurar a conformidade legal, demonstrando a boa-fé e o compromisso da AFNE com a proteção de dados.
A AFNE acredita que a mudança começa com a conscientização e a adoção de hábitos simples no dia a dia das UBS. O plano incentiva todos os colaboradores a:
Estas ações, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), refletem o compromisso da AFNE não apenas com a eficiência operacional, mas também com um futuro mais sustentável e seguro para todos.
“Esta iniciativa é um passo fundamental na consolidação de uma cultura organizacional focada na sustentabilidade e na segurança da informação”, afirma um porta-voz da AFNE.
“Acreditamos que, ao adotar práticas mais conscientes, estamos não só protegendo o meio ambiente e os dados dos nossos pacientes, mas também fortalecendo a confiança da comunidade nos serviços que prestamos. Convidamos todos os nossos colaboradores e parceiros a se juntarem a nós neste esforço coletivo”, complementou.