Zema diz que nunca foi próximo de Flávio Bolsonaro e cobra mudanças no cenário político

Em agenda no Recife, o pré-candidato ao Planalto também criticou o STF e comentou investigações envolvendo o Banco Master

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Redação Publicado em 19/06/2026, às 16h54

O pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (19), que nunca manteve uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante entrevista à CBN Recife, em meio a uma agenda política do pré-candidato na capital pernambucana.

O posicionamento ocorre após a repercussão envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras que pode envolver cerca de R$ 12 bilhões. O caso também trouxe questionamentos sobre contatos entre Vorcaro e integrantes do meio político.

Em maio, vieram a público informações de que o banqueiro teria participado do financiamento do filme "Dark Horse", obra sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. As tratativas envolveram conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Após a divulgação de um áudio em que o parlamentar aparece pedindo recursos para a produção, Zema questionou a conduta e afirmou que a atitude não seria compatível com as críticas feitas ao governo do PT.

Questionado se a relação com Flávio Bolsonaro havia se desgastado, o ex-governador afirmou que os dois nunca tiveram uma ligação próxima. Segundo Zema, sua aproximação ocorreu principalmente com Jair Bolsonaro durante o período em que ele ocupava a Presidência da República.

Nós nunca fomos próximos. Eu estive mais próximo do Bolsonaro, porque fui governador enquanto ele era presidente, apoiei ele em 2022", afirmou Zema.
Novas críticas ao STF
Durante a entrevista, Zema também voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). O pré-candidato afirmou que a Corte, que segundo ele já teve um papel de maior estabilidade institucional, passou a atuar como um fator de aumento das tensões políticas.
 
O Supremo tinha respeito no passado. Até uns 15 anos atrás, sempre foi um porto seguro, quase um poder moderador. Recentemente se transformou num poder incendiário", afirmou.

O político ainda voltou a usar a expressão "frutas podres" ao se referir a ministros do Supremo e disse acreditar em mudanças no Senado nas próximas eleições.

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