Investigação revela que Marçal teria vendido apoio a candidatos em troca de doações, levantando polêmica nas redes sociais
Marina Roveda Publicado em 22/02/2025, às 10h28
Pablo Marçal, influenciador digital e empresário, foi declarado inelegível por um período de oito anos pela Justiça Eleitoral de São Paulo. A condenação se deve a acusações de abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita de recursos durante sua campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Em uma transmissão ao vivo realizada na noite da última sexta-feira (21), Marçal contestou a decisão judicial, alegando que a condenação carece de evidências e que ele acredita na possibilidade de reverter essa situação. O juiz responsável pelo caso, Antonio Maria Patiño Zorz, analisou ações apresentadas por partidos adversários, incluindo o PSOL e o PSB.
As investigações revelaram que Marçal teria vendido seu apoio a candidatos a vereador em troca de doações para sua própria campanha. O valor das doações teria sido estipulado em R$ 5.000, conforme demonstrado em vídeos publicados nas redes sociais.
Além disso, foi citado um vídeo onde o influenciador promovia um link para cadastro de doações com o intuito de angariar apoio. Na decisão judicial, ficou evidenciado que o abuso de poder político ocorreu, entre outras razões, pelo uso das redes sociais para disseminar desinformação sobre arrecadação eleitoral e realizar propaganda negativa contra adversários.
Marçal enfatizou durante a live que gravou diversos vídeos de apoio político sem esperar contrapartidas financeiras. "Minha campanha foi a mais econômica da história", defendeu ele. O ex-candidato também mencionou que não concretizou nenhum dos planos que haviam sido discutidos com sua equipe jurídica.
Em resposta à condenação, o coordenador da campanha de Marçal, Paulo Hamilton Siqueira Jr., declarou que as provas apresentadas nas ações não são suficientes para justificar a decisão. Ele afirmou que um recurso será protocolado junto ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para contestar a sentença.
Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, também expressou sua confiança no TRE-SP, acreditando que a decisão inicial será reformada devido à interpretação inadequada dos fatos que levou à condenação desproporcional imposta ao influenciador.