Eleições 2026

Valdemar chama pré candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência de “piada” e relembra Mensalão

Presidente do PL criticou aposentadoria antecipada do ex ministro do STF e reacendeu embate político marcado pelo julgamento do Mensalão.

Valdemar Costa Neto criticou a pré candidatura de Joaquim Barbosa e relembrou embates históricos ligados ao julgamento do Mensalão - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 19/05/2026, às 13h06

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O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, classificou nesta segunda feira (18) como “piada” a pré candidatura do ex ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República nas eleições de 2026.

A declaração foi dada durante entrevista à CNN e reacendeu o histórico embate entre os dois nomes, marcado principalmente pelo julgamento do Mensalão no STF, em 2012. Joaquim Barbosa foi o relator da ação penal que condenou Valdemar Costa Neto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ao comentar a possível candidatura presidencial do ex ministro, Valdemar também criticou a aposentadoria antecipada de Joaquim Barbosa da Suprema Corte, ocorrida em 2014, quando ele tinha 59 anos.

“Piada”, afirmou o dirigente do PL ao ser questionado sobre a candidatura. “Quem se aposenta com 59 anos no Supremo Tribunal Federal não pode ser presidente”, acrescentou.

No julgamento do Mensalão, Valdemar Costa Neto foi condenado a uma pena total de 7 anos e 10 meses de prisão, além do pagamento de multa. Como a condenação foi inferior a oito anos, o político iniciou o cumprimento da pena no regime semiaberto no fim de 2013.

A movimentação política envolvendo Joaquim Barbosa ganhou força após o ex ministro se filiar ao Democracia Cristã e ser anunciado oficialmente como pré candidato à Presidência da República pela legenda.

Segundo o presidente nacional do partido, João Caldas, a candidatura já está definida internamente. O dirigente afirmou que a decisão ocorreu após mudanças estratégicas dentro da legenda.

Antes da entrada de Joaquim Barbosa no cenário eleitoral, o DC articulava a candidatura do ex ministro da Defesa Aldo Rebelo ao Palácio do Planalto. No entanto, integrantes da cúpula partidária avaliaram que o desempenho do político nas pesquisas não atingiu as expectativas da sigla.

João Caldas afirmou que a troca foi uma decisão “impessoal e partidária”, buscando ampliar a competitividade do partido na disputa presidencial.

Aldo Rebelo reagiu duramente à mudança e criticou publicamente a movimentação do partido. O ex ministro classificou a pré candidatura de Joaquim Barbosa como uma “afronta” e afirmou que não pretende desistir da corrida presidencial.

“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, declarou Rebelo.

Além das críticas vindas do PL, a possível candidatura de Joaquim Barbosa também enfrenta resistência em setores do PT, partido que historicamente entrou em conflito com o ex ministro durante o julgamento do Mensalão.

O cenário para as eleições presidenciais de 2026 segue em formação, com articulações partidárias, disputas internas e movimentações estratégicas ganhando intensidade nos bastidores políticos de Brasília.

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