Bastidores do poder

“Um dia se perde, outro se ganha”: Lula reage com calma após derrota histórica no Senado

Após rejeição de Jorge Messias ao STF, Luiz Inácio Lula da Silva minimiza impacto em conversas com senadores e articula reação política.

Luiz Inácio Lula da Silva conversa com aliados após derrota no Senado e tenta reorganizar estratégia política. - Imagem: REUTERS / Adriano Machado

Redação Publicado em 30/04/2026, às 10h04

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A derrota histórica sofrida pelo governo no Senado Federal, com a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, teve uma reação imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marcada pela tentativa de demonstrar controle do cenário.

Antes de reunir sua base política no Palácio da Alvorada, Lula conversou por telefone com o próprio Messias e com ao menos dois senadores aliados. Em uma das ligações, segundo relatos de bastidores, o presidente adotou um tom sereno ao comentar o revés: “um dia se perde e um dia se ganha”, afirmou a um parlamentar.

A frase, interpretada por interlocutores como um gesto de contenção, sinaliza a estratégia do governo de evitar escalada pública da crise logo após a derrota, considerada inédita na história recente das indicações ao STF.

Após os contatos telefônicos, Lula reuniu lideranças do governo para avaliar os impactos políticos da votação e discutir os próximos passos. Participaram do encontro nomes centrais da articulação política, como Jaques Wagner, Randolfe Rodrigues e José Guimarães.

O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação de Messias expôs fragilidades na base governista e abriu um novo capítulo de tensão com o Congresso, especialmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Nos bastidores, aliados do Planalto já classificam o episódio como uma “guerra política” e avaliam possíveis respostas, incluindo revisão de alianças e reconfiguração da estratégia no Legislativo.

A prioridade agora, segundo fontes próximas ao governo, é recompor a base, identificar dissidências e construir um novo nome para o STF que tenha maior viabilidade de aprovação no Senado — tarefa que deve exigir negociações mais amplas em um ambiente político cada vez mais fragmentado.

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