Investigação

STF determina que Bolsonaro seja ouvido em investigação sobre arma levada para conserto

Moraes autorizou que Polícia Civil do DF ouça ex-presidente na próxima terça-feira, no condomínio onde cumpre prisão domiciliar

Moraes autoriza depoimento presencial de Bolsonaro sobre arma apreendida - Imagem: Reprodução/Andressa Anholete/STF e Ton Molina/STF

Julio Cezar Souza Publicado em 22/06/2026, às 09h03

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma arma de fogo apreendida durante uma blitz em Brasília.

A pistola, registrada no nome de Bolsonaro, estava no veículo conduzido por um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) responsável pela segurança do ex-presidente. O armamento foi recolhido porque não estava acompanhado do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), apesar de possuir documentação regular.

A Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência na próxima quarta-feira (24). Moraes, porém, determinou que a oitiva ocorra presencialmente na terça-feira (23), no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Segundo a decisão, há restrições legais para o uso de comunicações eletrônicas envolvendo o ex-presidente devido às medidas impostas pela Justiça.

O militar Estácio Leite da Silva Filho, que dirigia o carro, já prestou depoimento. Ele afirmou que transportava a arma porque o equipamento precisaria passar por reparos e que seria devolvido posteriormente a Bolsonaro.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do transporte da pistola, incluindo a motivação do conserto e os procedimentos adotados antes da apreensão.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em regime de prisão domiciliar humanitária desde março, após autorização de Moraes para tratamento de saúde.

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