Supremo analisa se escolha será direta ou indireta para mandato-tampão até o fim de 2026
Letícia Sales Publicado em 08/04/2026, às 10h17
O Supremo Tribunal Federal julga nesta quarta-feira (8) o formato da eleição que definirá o comando provisório do Rio de Janeiro. A Corte vai decidir se o próximo governador será escolhido por voto direto da população ou por eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
A ação foi movida pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas. O partido contesta a decisão anterior do Tribunal Superior Eleitoral, que havia determinado a escolha indireta após a condenação do então governador Cláudio Castro à inelegibilidade, em março.
Na véspera do julgamento, Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar uma vaga no Senado. A saída antecipada foi interpretada como uma tentativa de influenciar o modelo da eleição, já que o momento da vacância pode alterar as regras aplicáveis ao pleito.
A indefinição ocorre em meio a uma crise na linha sucessória do estado. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas. Já o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também foi afastado e posteriormente cassado na mesma decisão do TSE que atingiu Castro. Ele ainda é investigado em um caso relacionado ao ex-deputado conhecido como TH Joias.
Diante desse cenário, quem ocupa interinamente o governo é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro.
Após a decisão do STF, caberá ao TSE ou à própria Alerj convocar a eleição. O vencedor ocupará o cargo apenas até o fim de 2026. Em janeiro de 2027, assume normalmente o governador eleito nas eleições gerais de outubro.