Nesta segunda-feira (30), o atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializa sua pré-candidatura à Presidência da República em evento realizado em São Paulo
William Oliveira Publicado em 30/03/2026, às 09h27
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializa nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República. O anúncio será feito durante uma coletiva de imprensa marcada para as 16h, na sede do PSD, em São Paulo.
A entrada de Caiado na disputa ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que abriu caminho para a consolidação de um único nome dentro do partido na corrida pelo Palácio do Planalto.
Dentro da legenda, Caiado ainda disputava espaço com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. No entanto, o cenário mudou, e o goiano passou a ser visto como favorito pela cúpula partidária, impulsionado pelo apoio do agronegócio e pelo alinhamento com pautas de segurança pública — temas que devem ganhar protagonismo no debate eleitoral.
Caiado se filiou ao PSD em 14 de março, em um movimento estratégico de aproximação com o presidente do partido, Gilberto Kassab. Como parte desse reposicionamento político, o governador também anunciou que deixará o comando de Goiás nesta terça-feira (31/03), quando o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumirá o cargo.
A movimentação ocorre em meio a um cenário eleitoral ainda aberto. Pesquisa recente aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No levantamento, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37,8%. Ronaldo Caiado surge com 3,6%, seguido por Romeu Zema, com 3%.
Apesar dos números ainda modestos, aliados avaliam que a pré-candidatura pode ganhar força com o avanço da campanha e a definição mais clara das alianças políticas.
Até o momento, não há definição sobre o candidato a vice. Uma das possibilidades é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que também é cogitado para compor chapa com Flávio Bolsonaro. Minas Gerais, com cerca de 16 milhões de eleitores, é considerado um dos principais colégios eleitorais do país.