PEC da 6x1

PL vota a favor da PEC que acaba com escala 6×1 e líder dispara contra governo

Sóstenes Cavalcante diz que partido evitou ser rotulado como “inimigo do trabalhador” e promete mudanças no texto nas próximas etapas.

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante afirma que partido votou a favor da PEC para evitar desgaste com trabalhadores. - Imagem: Zélia Dória/ PL

Redação Publicado em 23/04/2026, às 10h43

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A aprovação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara ganhou um novo capítulo político após a reação do líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ).

Em declaração pública, o parlamentar afirmou que a bancada votou a favor da proposta para evitar desgaste com a população e rejeitou a narrativa de que o partido seria contrário aos trabalhadores.

“O governo queria colocar o PL como inimigo do trabalhador, e a gente não é otário”, disse Sóstenes ao comentar a estratégia da sigla durante a votação.

A análise da PEC na CCJ ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos, o que permitiu maior liberdade de posicionamento entre os deputados. Segundo o líder do partido, a orientação foi justamente liberar a bancada para decidir individualmente.

Apesar do apoio inicial à proposta, o PL já sinalizou que pretende alterar o conteúdo do texto nas próximas fases de tramitação. A proposta agora segue para uma comissão especial, onde poderá sofrer mudanças antes de ir ao plenário.

Sóstenes afirmou que o partido pretende apresentar ajustes para “modernizar” a proposta. Na avaliação dele, a simples eliminação da escala 6×1, sem medidas complementares, pode gerar impactos negativos no mercado de trabalho.

A PEC do fim da escala 6×1 é defendida por setores que argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzindo jornadas consideradas excessivas. Por outro lado, críticos apontam possíveis impactos econômicos e operacionais, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo.

A expectativa da Câmara é votar a proposta em plenário até o fim de maio, após análise da comissão especial.

O tema deve seguir como um dos principais debates no Congresso nas próximas semanas, envolvendo governo, oposição e setores produtivos.

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