Procuradoria afirma que declarações feitas pela ex-deputada não configuraram interferência concreta em processos judiciais; decisão final caberá ao STF.
Ana Beatriz Publicado em 13/02/2026, às 00h52
A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob comando do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se pelo arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli por supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de justiça. O procedimento tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob o número 5.001 e analisava declarações e atitudes atribuídas à ex-parlamentar durante sua permanência na Itália, após deixar o Brasil.
Segundo a manifestação da PGR, as declarações feitas por Zambelli permaneceram no campo da retórica e não apresentaram evidências concretas de tentativa de interferência em processos judiciais ou de intimidação de autoridades. O órgão apontou que, após a realização de diligências investigativas, não foram encontrados elementos que confirmassem a prática de crime.
O parecer da Procuradoria também levou em consideração conclusões anteriores da Polícia Federal, que já haviam indicado ausência de materialidade delitiva no caso. Com isso, o pedido de arquivamento foi formalizado como resultado do esgotamento das apurações.
Apesar da manifestação da PGR, o arquivamento ainda depende de decisão do relator do caso no STF, que deverá analisar o parecer antes de determinar o encerramento definitivo do procedimento.
O pedido ocorre paralelamente ao andamento do processo de extradição da ex-deputada na Itália. O caso envolve diferentes frentes judiciais e mantém o cenário jurídico de Zambelli sob acompanhamento das autoridades brasileiras e estrangeiras.