Ex-conselheira do CNJ, Renata Gil assumirá a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte Eleitoral após indicação do presidente do tribunal.
Ana Beatriz Publicado em 31/05/2026, às 13h39
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais do TSE. A portaria com a nomeação foi publicada na última quarta feira (27) e passou a repercutir nos meios jurídicos e políticos em razão da proximidade da magistrada com integrantes das mais altas cortes do país.
Renata Gil é ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça e atualmente mantém relacionamento com o ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal e também ministro titular do Tribunal Superior Eleitoral.
A nova estrutura criada pelo TSE terá como objetivo ampliar o diálogo da Justiça Eleitoral brasileira com organismos internacionais, autoridades estrangeiras e instituições ligadas à promoção da democracia, transparência eleitoral e cooperação jurídica internacional.
Após a confirmação da nomeação, Renata Gil se manifestou por meio das redes sociais. A magistrada afirmou ter recebido o convite de Nunes Marques com “honra e responsabilidade” e destacou a relevância estratégica da Justiça Eleitoral brasileira no cenário internacional.
Segundo a juíza, a Justiça Eleitoral do Brasil exerce papel de destaque no intercâmbio institucional com outros países.
“A Justiça Eleitoral é um instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”, escreveu.
Antes da nomeação para o TSE, Renata Gil ocupava o cargo de assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O presidente da corte fluminense é o desembargador Ricardo Couto, que atualmente exerce também a função de governador interino do Estado do Rio de Janeiro.
Ao longo da carreira, Renata Gil ganhou projeção nacional por sua atuação na magistratura e por sua passagem pelo Conselho Nacional de Justiça. Ela também presidiu a Associação dos Magistrados Brasileiros, uma das principais entidades representativas da magistratura nacional, período em que participou de debates sobre modernização do Judiciário, combate à violência contra mulheres e fortalecimento institucional da Justiça.
A criação da Diretoria de Assuntos Internacionais ocorre em um momento em que o Tribunal Superior Eleitoral busca ampliar a cooperação com organismos internacionais e compartilhar experiências relacionadas ao sistema eletrônico de votação brasileiro, frequentemente apresentado em fóruns internacionais como referência em tecnologia eleitoral.
A nomeação também chama atenção pelo fato de envolver uma estrutura recém-criada dentro da Corte Eleitoral e por colocar uma magistrada com forte trânsito institucional em Brasília à frente da interlocução internacional do tribunal.
Até o momento, o TSE não divulgou detalhes sobre a estrutura administrativa da nova diretoria, orçamento previsto ou projetos prioritários que serão conduzidos pelo setor nos próximos meses.