CONFRONTO POLÍTICO

Nikolas cita Neymar e diz que pressão popular travou votação do PL da Misoginia na Câmara

Deputado rebate críticas de Gleisi Hoffmann e afirma que repercussão envolvendo o jogador ajudou a adiar análise do projeto, que divide o Congresso.

Nikolas Ferreira afirma que repercussão envolvendo Neymar influenciou adiamento do PL da Misoginia na Câmara. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 09/04/2026, às 11h11

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O debate em torno do chamado PL da Misoginia ganhou novos capítulos em Brasília após o adiamento da votação na Câmara dos Deputados. O parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a repercussão de uma fala do jogador Neymar teria influenciado diretamente na decisão de postergar a análise da proposta.

A votação foi adiada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após aumento da pressão política e repercussão nas redes sociais. O projeto, já aprovado no Senado, tem gerado forte polarização entre parlamentares e setores da sociedade.

Em entrevista, Nikolas rebateu críticas feitas pela ex-ministra Gleisi Hoffmann, que acusou o deputado de distorcer informações sobre o texto. Segundo ele, a reação popular teve peso determinante.

“O Neymar ainda ajudou. Quando ele falou aquilo, muita gente percebeu que poderia haver interpretações que levassem a punições. Isso gerou uma reação da população”, afirmou o deputado.

A declaração de Neymar, feita após uma partida, utilizou a expressão “de chico” ao comentar a atuação de um árbitro. O episódio ganhou repercussão internacional e foi interpretado por críticos como potencialmente enquadrável nas regras previstas no projeto.

O PL da Misoginia propõe punições mais rigorosas para manifestações consideradas discriminatórias ou ofensivas contra mulheres. No entanto, opositores alegam que o texto pode abrir margem para interpretações subjetivas e restrições à liberdade de expressão.

Nikolas Ferreira defendeu que o foco deveria ser o endurecimento de penas para crimes graves. “O que protege a mulher é garantir que criminosos sejam punidos com rigor, não criar brechas para interpretações amplas”, declarou.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que o projeto deve ser rediscutido e dificilmente avançará antes das eleições, diante do cenário de forte desgaste e divergências internas.

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