Advogados alegam agravamento na saúde do ex-presidente e pedem prisão domiciliar
Gabriela Thier Publicado em 11/12/2025, às 15h52
Nesta quinta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma ordem para que o ex-presidente Jair Bolsonaro se submeta a uma avaliação médica no prazo de 15 dias. A determinação surge em resposta à solicitação da defesa de Bolsonaro para que ele realize uma cirurgia.
Em sua decisão, Moraes destacou que antes da prisão de Bolsonaro, ocorrida em 22 de novembro, foram realizados exames médicos que não indicaram a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata. O ministro também reafirmou que a assistência médica tem sido disponibilizada continuamente ao ex-presidente durante sua detenção.
Além disso, Moraes observou que desde a sua prisão não houve registros de qualquer emergência médica envolvendo Bolsonaro.
No final de novembro, Bolsonaro começou a cumprir uma pena total de 27 anos e três meses em regime fechado, devido à sua participação na tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Atualmente, o ex-presidente se encontra em uma sala especial localizada nas dependências da Polícia Federal (PF) em Brasília. Recentemente, ele recebeu autorização para visitas de familiares e advogados. Nesta quinta-feira, Moraes concedeu permissão para que Michele Bolsonaro, sua ex-esposa, e Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e apontado como possível candidato à presidência nas próximas eleições, o visitassem.
Na última terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro relataram um agravamento em seu estado de saúde e solicitaram que ele fosse liberado da prisão para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal, que estaria causando crises constantes de soluços. Eles reiteraram o pedido por prisão domiciliar, argumentando que as condições do sistema prisional são inadequadas para a saúde do ex-presidente. A defesa defende que a prisão domiciliar é uma forma apropriada de cumprimento da pena quando a saúde do preso está comprometida por fatores médicos.
Os advogados informaram ainda que seriam necessários entre cinco e sete dias em um hospital particular de Brasília para a realização do procedimento cirúrgico desejado por Bolsonaro.