Silvio Costa Filho deixa ministério em abril para concorrer ao Senado e indica possível sucessor
Erika Osti Publicado em 11/02/2026, às 19h03
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confirmou nesta quarta-feira (11), que deixará o cargo no dia 2 de abril, prazo legal para desincompatibilização de integrantes do governo que pretendem disputar as eleições de outubro. Filiado ao Republicanos em Pernambuco, ele deve concorrer a uma vaga no Senado pelo estado. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, após agenda oficial.
A saída ocorre dentro do calendário eleitoral e já foi tratada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Costa Filho, o chefe do Executivo já definiu a linha da sucessão e pretende manter o comando da pasta com um nome da atual equipe, garantindo continuidade administrativa e dos projetos em curso.
O presidente Lula já tem o nome da cabeça do nosso substituto. Naturalmente, o presidente sinalizou quem gostaria que pudesse permanecer à frente do ministério. Ele quer manter um quadro atual do ministério para que a gente possa dar continuidade a todas as entregas”, afirmou.
Nos bastidores, o nome mais cotado é o do secretário-executivo Tomé Franca, atual número dois da pasta. Costa Filho destacou que a orientação do presidente tem sido preservar os secretários-executivos nas mudanças previstas no primeiro escalão.
Apesar da sinalização clara, o ministro disse que ainda pretende dialogar com lideranças do Republicanos e representantes dos setores ligados à infraestrutura portuária e aeroportuária antes da formalização da escolha. A intenção, segundo ele, é construir convergência política e institucional em torno do nome.
À frente do ministério, Costa Filho participou de agendas voltadas à ampliação de investimentos e à modernização da infraestrutura logística do país, considerada estratégica para o escoamento da produção e o crescimento econômico. A eventual confirmação de Tomé Franca deve assegurar a manutenção das diretrizes já adotadas.
A movimentação integra o processo de reorganização do governo federal em ano eleitoral, período em que ministros candidatos precisam deixar os cargos até seis meses antes do pleito, conforme determina a legislação.