Bastidores da Justiça

Mendonça dá “carta branca” à PF no caso Master e assume compromisso de correção

Novo relator do processo no STF sinaliza autonomia às investigações após troca de comando e atritos com relatoria anterior.

Mendonça assume relatoria do caso Banco Master no STF com promessa de autonomia - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 19/02/2026, às 11h39

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O ministro André Mendonça, novo relator do processo que investiga o chamado “Caso Banco Master” no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as apurações no inquérito em curso. A declaração indica uma mudança de postura em relação ao tratamento dado ao caso pelo relator anterior e reforça o compromisso com a autonomia das investigações.

Segundo relatos confirmados à emissora CNN pelo gabinete do ministro, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória na Corte e acredita que ele poderá marcar sua biografia. Por esse motivo, afirmou que pretende conduzi-lo com “extrema correção” jurídica e institucional.

A mudança de relatoria ocorreu após o ministro Dias Toffoli ter deixado o caso na sequência de controvérsias e atritos envolvendo a condução das investigações. Toffoli havia imposto restrições à atuação da Polícia Federal e determinado que parte do material fosse mantida sob guarda de seu gabinete, o que gerou críticas e debate sobre a atuação da Corte.

Especialistas políticos avaliam que a posição assumida por Mendonça pode facilitar maior fluidez na colaboração entre o STF e a PF, especialmente em um processo de alta relevância institucional e complexidade técnica. A expectativa nos bastidores é de que a nova relatoria leve a uma fase mais transparente e célere da apuração, com foco nas evidências reunidas pela corporação.

O Caso Master, que envolve apurações sobre supostas fraudes financeiras e possíveis irregularidades no Banco Master e instituições ligadas ao grupo, segue sob rigorosa investigação, com atenção ampliada de autoridades e da sociedade. Decisões futuras de Mendonça, incluindo possíveis revisões de sigilo ou deslocamento do processo, poderão influenciar a dinâmica das apurações e o envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

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