TENSÃO

Lula se reúne com ministros do STF para discutir PL da Anistia de 8 de janeiro

Durante a reunião, Fachin e Moraes expressaram suas preocupações sobre a anistia, que pode comprometer princípios fundamentais do Estado democrático

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 17/09/2025, às 12h02

Na tarde desta terça-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir o polêmico projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, foi marcado por tensão, já que a proposta é vista como uma afronta à autoridade da Suprema Corte.

A reunião ocorreu um dia antes da votação programada na Câmara dos Deputados sobre o requerimento de urgência relacionado ao PL da Anistia. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a votação aconteceria nesta quarta-feira. Durante o encontro, Fachin e Moraes expressaram preocupações quanto à constitucionalidade da anistia, ressaltando que a medida poderia comprometer princípios fundamentais do Estado democrático de direito.

O governo federal mobiliza esforços para barrar a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A articulação política liderada pelo Planalto envolveu ministros do Centrão, que foram acionados para convencer suas bancadas a votarem contra a urgência do projeto.

Edson Fachin, que será empossado como presidente do STF para o biênio 2025-2027, junto com Alexandre de Moraes, que assumirá a vice-presidência, entregou formalmente a Lula o convite para sua cerimônia de posse, marcada para o dia 29 deste mês. A presença de Moraes reforçou a importância do apoio mútuo entre os ministros diante dos desafios legais atuais.

Um momento simbólico da reunião ocorreu quando Lula, Fachin e Moraes posaram para uma fotografia em frente ao relógio Balthazar Baltimore. Fabricada no século XVII e presenteada pela corte francesa a Dom João VI, a peça sofreu danos durante os ataques de 8 de janeiro e foi restaurada com apoio do governo brasileiro e da embaixada suíça.

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